Série do de botuca apresentará semanalmente lugares que preservam a história, a cultura e as belezas naturais da cidade
Botucatu vive um novo momento no turismo. Reconhecida oficialmente como Estância Turística do Estado de São Paulo desde dezembro de 2025, a cidade fortalece sua posição como um dos principais destinos da região da Cuesta Paulista.
O reconhecimento foi estabelecido pela Lei Estadual nº 18.379, de 23 de dezembro de 2025. Mais do que uma mudança de classificação, o título amplia as possibilidades de investimentos em infraestrutura turística, preservação do patrimônio, qualificação dos serviços e divulgação dos atrativos da cidade.
Botucatu reúne história, natureza, cultura, ciência, gastronomia e paisagens que encantam moradores e visitantes. A força da Cuesta, as cachoeiras, as trilhas, os mirantes, as construções históricas, o turismo rural, a observação de aves e a presença da Unesp ajudam a formar uma cidade com diferentes experiências para quem deseja conhecê-la.
Uma cidade construída ao longo dos séculos

A história de Botucatu começou muito antes de sua formação administrativa. A colonização da região remonta ao início do século XVIII, com a distribuição de sesmarias. Segundo o histórico municipal, o crescimento do povoamento ganhou impulso a partir de 1830.
Em 23 de dezembro de 1843, a doação de terras para a criação do Patrimônio da Freguesia de Sant’Anna de Botucatu marcou, para efeitos históricos, a fundação do município.
A Freguesia do Distrito do Cimo da Serra de Botucatu foi criada em 19 de fevereiro de 1846. Em 14 de abril de 1855, Botucatu foi elevada à categoria de vila e conquistou sua emancipação político-administrativa. Em 16 de março de 1876, passou oficialmente à categoria de cidade.
O nome Botucatu e vem do termo tupi “Ybytu-katu”, traduzido como “bons ares”. Essa interpretação está associada à conhecida expressão “Cidade dos Bons Ares”.
Durante sua trajetória, Botucatu cresceu impulsionada pela agricultura, pelo café, pela pecuária, pelo comércio, pela indústria, pela educação e pela ciência. A chegada da Estrada de Ferro Sorocabana também teve papel decisivo nessa transformação.
De olho no turismo, na história e nas nossas belezas
Para valorizar esse patrimônio, o de botuca inicia uma série especial dedicada aos principais pontos turísticos do município.
Semanalmente, vamos apresentar lugares que ajudam a contar a história da cidade, mostrar suas belezas naturais e revelar curiosidades que muitas vezes passam despercebidas até mesmo por quem vive em Botucatu.
Nosso primeiro destino é um dos maiores símbolos arquitetônicos e históricos do município: a Estação Ferroviária de Botucatu.
Estação acompanhou o crescimento da cidade

A primeira estação ferroviária de Botucatu foi inaugurada em 20 de abril de 1889. Naquele período, o prédio ficava afastado da área mais urbanizada, mas a movimentação provocada pela ferrovia contribuiu para o crescimento da cidade e para a formação de bairros nas proximidades dos trilhos.
A chegada da Estrada de Ferro Sorocabana transformou a rotina do município. Pelos trilhos passaram passageiros, trabalhadores, mercadorias e parte importante da produção agrícola regional.
Com o aumento do movimento de cargas e passageiros, a estação ganhou um novo prédio, inaugurado em 1934.
O novo prédio foi inaugurado em 1934. Levantamento patrimonial da Associação Paulista dos Amigos da Arte aponta que a entrega aconteceu em 16 de maio daquele ano. O projeto ficou sob responsabilidade do escritório Azevedo e Travassos, enquanto a construção foi executada pela empresa Camargo e Mesquita.
Arquitetura que atravessou gerações
Construída em estilo Art Déco, a atual Estação Ferroviária tornou-se uma das edificações mais reconhecidas de Botucatu.
A fachada monumental, o grande arco central, o relógio, as colunas, a cúpula do salão de entrada e os antigos espaços administrativos preservam características de uma época em que o transporte ferroviário ocupava papel central na vida da cidade.
O patrimônio ferroviário vai além do prédio destinado aos passageiros. O complexo também reúne antigas oficinas, armazéns de cargas, plataformas, caixa-d’água, casas de trabalhadores e outras estruturas ligadas ao funcionamento da ferrovia.
Durante décadas, a estação foi cenário de chegadas, partidas, reencontros e despedidas. Também teve importância econômica ao permitir o transporte de produtos e a conexão de Botucatu com outras cidades paulistas.
Preservação do patrimônio
Os serviços regulares de passageiros foram encerrados em 1999. Depois de um período de abandono e deterioração, o complexo passou a receber ações voltadas à recuperação de sua estrutura e à preservação de sua memória.
O município administra o espaço desde 2010. O processo de restauro começou em 2012, e o prédio recuperado foi entregue à população em 22 de setembro de 2016.
Atualmente, a Estação Ferroviária abriga a Secretaria Municipal de Turismo e recebe visitantes, exposições, atividades culturais e ações relacionadas à valorização da história local.
O prédio integra o patrimônio ferroviário protegido pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, o Condephaat.
Visitação
A visitação é gratuita. Segundo o portal municipal, o atendimento ocorre de segunda-feira a sábado, das 8h30 às 16h30.
A Estação Ferroviária está localizada na Rua Benjamin Constant, 228–470, na Vila Jaú. Como horários e condições de visitação podem sofrer alterações, é recomendável consultar os canais oficiais do Turismo de Botucatu antes do passeio.
Este é apenas o começo da nossa viagem.
Toda semana, o de botuca apresentará um novo destino, patrimônio ou paisagem do município. Será um convite para conhecer, preservar e valorizar aquilo que Botucatu tem de melhor.
de botuca: de olho no turismo, de olho na história e de olho nas belezas da nossa cidade.
Serviço
Estação Ferroviária de Botucatu
Endereço: Rua Benjamin Constant, 228–470, Vila Jaú.
Atendimento: de segunda-feira a sábado, das 8h30 às 16h30.
Entrada: gratuita.
Informações: (14) 3354-1490 ou (14) 99790-6691.