Celebrado nesta segunda-feira, 5 de outubro, o Dia das Aves reforça a importância da preservação da fauna e dos ambientes naturais. Em Botucatu, a data também chama atenção para uma característica do território: a localização em uma região de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, conhecida como ecótono.
O encontro entre os dois biomas forma um mosaico de ambientes que favorece a presença de diferentes espécies e torna a região da Cuesta um cenário para atividades de observação, pesquisa e contato com a natureza.
Esse potencial também vem sendo utilizado em iniciativas de educação ambiental e turismo. Um dos exemplos é o Festival Aves de Botucatu, realizado entre os dias 24 e 27 de setembro, que reuniu observadores, fotógrafos, pesquisadores, estudantes, famílias e outros interessados na natureza.
Durante os quatro dias de programação, foram realizadas passarinhadas no Rio Bonito, na RPPN Olho D’Água, na Pedra do Índio e na Floresta Estadual de Botucatu (FEB), além de atividades na Fazenda Bela Vista e ações educativas e artísticas.
Mais de 500 crianças participaram de oficinas de comedouros de bambu, sons de aves, observação da natureza e atividades artísticas. A programação também contou com um curso de fotografia de aves ministrado por Kacau Oliveira.
Natureza e desenvolvimento local
A observação de aves também está relacionada a um segmento do turismo que pode movimentar diferentes setores da economia. A atividade envolve serviços de guias, fotografia, hospedagem, alimentação, transporte, artesanato, produção cultural e comércio.
A integração entre áreas naturais, municípios, empreendedores e iniciativas da região da Cuesta também amplia as possibilidades de criação de roteiros e experiências para visitantes.
Nesse contexto, a preservação dos ambientes naturais é fundamental para manter as condições que possibilitam essas atividades. O conhecimento sobre a fauna e sua relação com os ecossistemas também contribui para ampliar a compreensão sobre a importância da conservação.
No Dia das Aves, Botucatu destaca, assim, a relação entre biodiversidade, educação ambiental, turismo e desenvolvimento local, tendo como cenário uma região marcada pelo encontro entre diferentes biomas.