Confesso que, depois de tanta discussão política, estou quase propondo um acordo de paz nacional nos grupos de WhatsApp! Durante a campanha, teve de tudo: gente que virou especialista em política da noite para o dia, amizades entrando em modo avião e parentes que quase precisaram de um mediador da ONU para conseguir almoçar juntos.
Teve até quem deixasse de curtir a foto do vizinho por causa do candidato escolhido! Mas, gente, a urna já fechou, o resultado saiu e ninguém precisa continuar vivendo como se a campanha fosse uma série com temporadas infinitas. Bora respirar, tomar um café e voltar a se falar?
Quem ganhou tem todo o direito de comemorar. Pode soltar fogos, sorrir para as fotos e até colocar aquela música da vitória para tocar. Quem perdeu tem o direito de ficar chateado, analisar os erros e se preparar para a próxima. Faz parte do jogo! O problema é quando a disputa termina nas urnas, mas continua no churrasco, no grupo da família e na fila da padaria. Convenhamos: o pão francês não tem culpa de quem ganhou a eleição! E o vizinho que votou diferente continua sendo o mesmo sujeito que empresta açúcar, reclama do barulho e dá bom-dia no elevador.
Agora é hora de trocar o modo ataque pelo modo diálogo. Quem venceu precisa lembrar que vai governar para todos, não apenas para a própria torcida. Quem perdeu pode fiscalizar, cobrar e apontar caminhos, sem transformar cada postagem em uma batalha épica.
E nós, cidadãos, temos uma missão importante: cobrar resultados, reconhecer o que der certo e parar de tratar qualquer discordância como se fosse uma ofensa pessoal. Afinal, pensar diferente não é defeito de fabricação. É democracia! Se todo mundo concordasse com tudo, nem escolher o sabor da pizza seria uma experiência tranquila.
No fim das contas, a eleição passa, os candidatos seguem seus caminhos, mas nós continuamos aqui, dividindo as mesmas ruas, o comércio, as praças e, às vezes, até a mesa do bar. Por isso, minha proposta é simples: menos indireta nas redes sociais, menos dedo em riste e mais conversa olho no olho. Se der para fazer as pazes, melhor ainda; se não der para concordar, que pelo menos sobre respeito. A cidade precisa de união para avançar, não de uma torcida dividida em guerra permanente.
E fica a dica: é melhor perder uma discussão política do que perder um amigo por causa dela! No próximo encontro, que a gente discuta o preço da cerveja, o resultado do futebol ou quem vai pagar a conta. Isso também dá debate, mas pelo menos termina com uma chance de reconciliação!