Duas épocas
No Café com Política (JC/JCNET + 96FM) desta sexta-feira (30), o jornalista Nelson Itaberá comparou o momento político de Bauru aos episódios envolvendo o ex-prefeito Izzo Filho, no final da década de 90. Para ele, a Comissão Processante (CP), em curso na Câmara, pode não ser o instrumento decisivo para um eventual afastamento. Os desdobramentos das investigações e decisões do Ministério Público podem ter peso político e jurídico maior, como ocorreu naquela época. Há, portanto, duas frentes de investigação que envolvem o governo da prefeita Suéllen Rosim (PSD), que deve se licenciar no mês de novembro para o parto de seu filho. Veja o Café, na íntegra. Acesse o link https://youtu.be/7aCpS2lj51c
Similaridade
Os participantes do programa, que teve também o advogado José Clemente Rezende e o vereador Jr. Lokadora, apontaram semelhanças entre a modelagem dos editais do lixo e do esgoto, além de personagens presentes nos dois processos. O ex-secretário de Negócios Jurídicos Vitor Freitas presidiu o comitê gestor da concessão. O consultor Mário Silvério, da Fipe, foragido da Justiça, teria participado da modelagem de diferentes projetos. O tema foi apresentado como possibilidade a ser investigada com urgência.
Alta tensão
Durante o Cidade 360 desta sexta (30), o repórter Alexandre Colim informou, em primeira mão, que o STJ substituiu a prisão preventiva do empresário Hamilton Libório Agle, da Estre, por medidas cautelares. Mesmo assim, o Gaeco ainda analisa celulares, mensagens e outros materiais apreendidos, e novas etapas são esperadas, o que gera tensão máxima nos bastidores da política local, principalmente na Câmara Municipal.
R$ 4,5 milhões
Em seus relatórios, o Gaeco cita um montante de cerca de R$ 4,5 milhões ligados à propina apontada nas investigações, e a existência de recursos supostamente reservados a integrantes do Legislativo. Lokadora espera que o Gaeco esclareça quem seriam os beneficiários, para evitar suspeita generalizada sobre os parlamentares. Nenhum nome de vereador foi apresentado até agora.
Busca de nulidades
Clemente avalia que a defesa da prefeita constrói argumentos para tentar anular o processo na Câmara, como a discussão sobre oitivas sem transmissão ao vivo. Lokadora, relator da Comissão Processante, diz seguir rigorosamente as orientações jurídicas para evitar questionamentos sobre a validade dos trabalhos.
Depoimento obrigatório
Lokadora quer, mais do que nunca, ouvir Hamilton Libório Agle, agora em liberdade, além da ex-secretária Cilene Bordezan, Sara de Jesus e o ex-secretário Vitor Freitas. Segundo Nelson Itaberá, a Processante pode convocar testemunhas e recorrer à condução coercitiva (sob escolta policial) em caso de ausência injustificada.