30 de outubro de 2026
MUDANÇAS NO TRÂNSITO

Comerciantes alertam para abusos na Major Nicácio: 'complicado'

Por Lara Santiago e Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Lara Santiago/GCN
Volkswagen Saveiro trafega no sentido correto, enquanto Fiat Palio desrespeita a nova sinalização no cruzamento da avenida Major Nicácio com a rua Cavalheiro Ângelo Presotto

A mudança de sentido no cruzamento da avenida Major Nicácio com a rua Cavalheiro Ângelo Presotto, em Franca, foi bem recebida por comerciantes da região, que apontam melhora na segurança dos pedestres. A principal reclamação, porém, é o desrespeito de motoristas à nova sinalização. Mesmo após a instalação de placas, condutores continuam realizando conversões proibidas, o que provoca situações de risco no trânsito.

A alteração faz parte de uma série de mudanças no trânsito da região do viaduto Dona Quita, realizadas desde o início das obras antienchentes no córrego Cubatão, próximo às faculdades. Os trabalhos também ocorrem nos córregos dos Bagres e do Jardim Palmeiras.

Os comerciantes afirmam que parte dos condutores ainda não se adaptou à nova sinalização e defendem medidas para garantir o cumprimento das regras e aumentar a segurança no trecho.

Comerciante na região, Flávia Velloni avaliou que a mudança contribuiu para tornar a travessia de pedestres mais segura, desde que as pessoas sigam as regras. Ela recordou que o local já registrou atropelamentos e mortes no passado.

“Eu achei importante porque, com essa virada, as pessoas conseguem fazer a travessia de um lado para o outro com mais segurança”, afirmou.

Flávia também destacou a ativação de um semáforo próximo ao posto de combustível, para quem desce a avenida, que, segundo ela, ajudou a melhorar a segurança. Apesar disso, disse que ainda presencia motoristas desrespeitando a sinalização.

“Eu acho que tinha que colocar câmera para puxar e dar multa para essas pessoas que não cumprem o sentido da rua. Se ele é sentido para lá, você não pode fazer o contrário. Se ele é só ida, não pode ser volta.”

A comerciante afirmou que, na quarta-feira, 28, viu um veículo trafegar na contramão e se deparar com outro carro que seguia no sentido correto no cruzamento. Para ela, esse tipo de situação pode provocar novos acidentes.

O comerciante Marcelo da Costa também relatou dificuldades de adaptação à mudança. Segundo ele, mesmo com as placas instaladas, alguns condutores continuam fazendo as conversões da maneira antiga.

“Mesmo colocando tudo ali certinho, que ficou contramão, o pessoal está virando meio por conta própria. Então está esse transtorno: direto vira um, o outro já vira também. Até o pessoal se acostumar, está meio complicado”, relatou.

Comerciantes também cobram redução da velocidade

Além das conversões irregulares, a velocidade dos veículos é outra preocupação dos comerciantes que trabalham nas proximidades.

Francisco de Assis Lemos defendeu medidas para reduzir a velocidade na avenida. Entre as sugestões, ele citou a instalação de lombadas e a presença de agentes de trânsito para orientar os motoristas.

Segundo Francisco, a travessia é especialmente difícil para estudantes das faculdades próximas e idosos que circulam pelo trecho.

“Essa avenida, eu já fui no Detran, já conversei, já pedi, porque precisa pôr uma lombada urgente. … Tem carro aqui que anda a 100 km por hora”, afirmou.

O comerciante também relatou ter presenciado situações em que veículos seguem em sentidos opostos por causa de conversões realizadas em desacordo com a sinalização.

Marcelo concordou que os motoristas precisam se adaptar à nova configuração e destacou a importância de respeitar as placas para evitar conflitos entre veículos.

Os comerciantes defenderam que, além da mudança no sentido de circulação, sejam adotadas medidas para fiscalizar o trânsito, reduzir a velocidade e ampliar a segurança de motoristas e pedestres no cruzamento.