20 de outubro de 2026
EM BARIRI

2 servidoras suspeitas de agredir criança em creche são demitidas

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Noticiantes Centro-Oeste Paulista/Reprodução
As apurações tiveram início após o recebimento de informações sobre lesões recorrentes apresentadas por uma criança de 2 anos que frequenta a Creche Professora Nelly Chidid, no Jardim Panorama

Bariri - A Prefeitura de Bariri (56 quilômetros de Bauru) demitiu por justa causa, nesta segunda-feira (19), uma auxiliar de desenvolvimento infantil e uma cuidadora suspeitas de agredirem uma criança de dois anos, no início deste ano, na creche Professora Nelly Chidid, localizada no Jardim Panorama. As duas chegaram a ser presas (leia abaixo), mas respondem pelo crime em liberdade.

A demissão ocorreu após a conclusão de processo administrativo instaurado para apurar denúncia de maus-tratos contra um aluno. Conduzido por comissão processante integrada por servidores efetivos da prefeitura, o procedimento constatou a ocorrência de agressões praticadas por duas servidoras.

Uma terceira servidora, também auxiliar de desenvolvimento infantil, foi afastada por 30 dias por omissão, uma vez que, de acordo com a administração, poderia ter agido para evitar as agressões.

"As medidas foram adotadas imediatamente após a conclusão dos trabalhos da comissão. A prefeitura reafirma seu compromisso com a proteção, a segurança e o respeito às crianças atendidas pela rede municipal e segue à disposição para prestar esclarecimentos", declarou o Executivo, em nota.

Prisão

Conforme divulgado pelo JCNET/Sampi, no âmbito de medida cautelar ajuizada pela Promotoria de Justiça de Bariri, o Ministério Público (MP) efetuou, no dia 7 de maio, com apoio da Polícia Militar (PM), a prisão temporária das três professoras investigadas por supostos episódios de violência física e psicológica praticados contra crianças na creche.

As apurações tiveram início após o recebimento de informações sobre lesões recorrentes apresentadas por uma criança de 2 anos que frequenta a unidade de ensino municipal, além de mudanças comportamentais consideradas compatíveis com situações de sofrimento físico e emocional.

"Ao longo da investigação, foram reunidos depoimentos, fotografias das marcas identificadas no corpo da vítima e imagens captadas pelo sistema de monitoramento da unidade escolar", cita o MP, por meio de nota.

Segundo o promotor Nelson Febraio, os elementos colhidos indicam, em tese, a ocorrência reiterada de agressões físicas, contenções abusivas e até estímulo à violência entre as próprias crianças, e o pedido de prisão se deu diante da gravidade dos fatos e da necessidade de se preservar provas e assegurar o regular prosseguimento das investigações. Agora, elas respondem pelos crimes em liberdade.

As agressões vieram à tona no final de abril. Imagens de câmeras de segurança da unidade teriam registrado a agressão e, segundo relatos de pessoas que tiveram acesso ao vídeo, considerado forte, uma monitora aparece ao lado de pelo menos duas auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) enquanto o menino é agredido com tapas. Diante da gravidade do caso, na ocasião, a Prefeitura de Bariri instaurou sindicância interna para apurar os fatos e determinou o afastamento imediato das três funcionárias.