Pesquisa realizada pelo Procon-SP para ajudar o consumidor nas suas escolhas diárias revelou diferenças significativas nos preços de alimentos e bebidas que compõem o tradicional café da manhã paulista. O pão de queijo, por unidade, registrou variação de 169% na cidade, com preços oscilando entre R$ 4,25 e R$ 11,44, conforme o estabelecimento. Já o preço do pão francês na chapa com manteiga apresentou diferença de quase 96%, sendo o maior preço constatado R$ 9,00 e, o menor, R$ 4,60.
A iniciativa, promovida anualmente em alusão ao Dia Mundial do Pão, comemorado nesta sexta-feira, 16 de outubro, comparou os preços de 28 produtos como pão francês, pão de queijo, café coado, café expresso, café com leite, pão na chapa com manteiga, misto quente e outros produtos.
A coleta foi realizada em oito padarias do município de Bauru em 21 de setembro. O relatório completo, com os preços pesquisados, percentuais de variação e metodologia adotada, está disponível pelo link https://www.procon.sp.gov.br/wp-content/uploads/2026/10/RPadaria_2026_Bauru.pdf
Outras diferenças de preços destacaram-se: o café coado servido no copo apresentou diferença de 300% (o preço oscilou entre R$ 3,50 e R$ 14,00); o café coado com leite (pingado) registrou diferença de 157% (menor preço R$ 7,00 X e maior R$ 18,00); o tradicional lanche bauru variou 140% (entre R$ 15,00 e R$ 36,00). Entre os combos analisados, a combinação pão com manteiga na chapa e café coado no copo apresentou variação de 130% (R$ 9,99 X R$ 23,00).
O levantamento também foi realizado em Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Vicente, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e na capital paulista. Os resultados podem ser consultados aqui: https://www.procon.sp.gov.br/pequisa-padarias-2026/
O Procon-SP orienta os consumidores a pesquisarem preços antes de efetuar a compra e a considerarem também aspectos como qualidade, quantidade e peso dos produtos oferecidos. Outro ponto importante é avaliar o perfil de quem irá consumir o alimento. Fatores como idade, preferências pessoais e eventuais restrições alimentares devem ser levados em conta na escolha dos produtos.
- Os estabelecimentos podem optar por não aceitar vale-refeição. No entanto, quando divulgam essa forma de pagamento, não podem recusá-la nem impor restrições relacionadas a valor mínimo, dias ou horários de utilização;
- Em pagamentos realizados com cartão, não é permitido exigir valor mínimo para a compra;
- Promoções com prazo determinado devem informar de forma clara a data de término da oferta;
- Balas, chicletes ou similares não podem ser oferecidos como substitutos do troco em dinheiro.
Consumidores que enfrentarem problemas relacionados a preços, cobrança ou atendimento podem registrar reclamação por meio do portal do Procon-SP (https://www.procon.sp.gov.br/). Já eventuais irregularidades sanitárias devem ser denunciadas à Vigilância Sanitária do respectivo município.