06 de outubro de 2026
NESTA TERÇA (6)

Escola de Bauru paralisa aulas em protesto contra violência

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sinserm/Divulgação
Cartazes pedindo condições de segurança e respeito para educar

Diversos episódios de violência verbal, invasões, sensação de insegurança e até mesmo uma professora que teve o braço torcido forçaram os próprios servidores municipais de Bauru a paralisarem as aulas emergencialmente, nesta terça-feira (6), na Escola Municipal de Ensino Infantil Integral (Emeii) Etelvina de Araújo Almeida, na Vila Garcia. Há diversos cartazes no portão de entrada da escola que chamam a atenção para a necessidade de mais proteção para que eles possam educar. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) acompanha o caso no local. O JC/JCNET acionou a Secretaria de Educação, que também monitora a situação (veja abaixo).

O JC/JCNET apurou que há bastante tempo os trabalhadores estão lidando com um aluno que apresenta muita indisciplina, além da mãe dele, que é agressiva com os trabalhadores. “Essa mãe já invadiu a nossa escola, mesmo com medida protetiva contra ela, e machucou o punho (pulso) de uma professora, que precisou procurar atendimento médico. O que a gente pede é que esse aluno seja transferido para outra unidade de ensino próxima de sua casa. Vaga nós sabemos que temos. Só precisamos que a Secretaria de Educação resolva isso e traga paz e segurança para nós exercermos a nossa profissão. Não aguentamos mais”, desabafou uma das docentes da Emeii Etelvina.

Em nota do Sinserm, o sindicato reforça a queixa dos professores e acrescenta que a situação teve início após uma agressão contra a diretora da unidade, episódio que resultou no primeiro registro de BO e na adoção de medidas judiciais. “Posteriormente, ainda de acordo com os relatos encaminhados ao Sindicato, uma professora também teria sido agredida dentro da escola, sofrendo uma torção no braço. Mesmo após as providências adotadas, os servidores relatam que os problemas persistem e afirmam trabalhar sob constante sensação de insegurança e temor de novos episódios de violência”, diz um trecho da nota.

Ainda segundo o Sinserm, a situação já foi levada à Secretaria Municipal da Educação e também comunicada ao Ministério Público. “Diante da ausência, até o momento, de uma solução capaz de restabelecer a segurança no ambiente escolar, os trabalhadores decidiram pela paralisação”, finaliza o texto do sindicato.

NOTA DA PREFEITURA

A Secretaria de Educação informou à reportagem que os pais e responsáveis pelos alunos estão sendo orientados pela equipe escolar sobre a situação e o atendimento na unidade. “A mobilização ocorre após episódios envolvendo a mãe de um aluno, que teria agredido a diretora da escola e também se envolvido em agressões contra professores. Diante dos fatos, a diretora adotou as medidas judiciais cabíveis, solicitando uma medida cautelar, e a Secretaria Municipal da Educação acompanha o caso e vem tomando todas as providências que estão dentro das atribuições legais do município”, diz parte do texto.

O posicionamento segue: “a Prefeitura ressalta que qualquer medida precisa ser adotada dentro dos limites da lei e das competências do município. Por isso, os órgãos competentes foram acionados para avaliar o caso e definir quais providências podem ser tomadas. A situação já foi levada à Polícia Militar e ao Ministério Público e também comunicada ao Sindicato dos Servidores Municipais. A Prefeitura segue acompanhando a situação, com prioridade para a segurança dos servidores, alunos e famílias e para o restabelecimento das atividades na unidade”, finaliza a nota da Educação.