03 de outubro de 2026
OPINIÃO

Uma ingênua defesa

Por Olga Neme Daré |
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru foi sacudida por uma notícia-bomba, revelada pelo GAECO, referente a um contrato assinado pela municipalidade, com uma empresa, "de fora", vencedora da licitação, para o destino do lixo de nossa cidade; notícia essa comentada no Jornal da Cidade, em 12 de setembro, último.

Há muito estamos vivendo com decisões ruins acontecendo por aqui, por conta de uma administração "seletiva".

Vejamos algumas, mais recentes:

1) A indicação e contratação para cargos na Prefeitura, e seus departamentos, de pessoas que não têm qualquer vínculo com Bauru, são "de fora", e os nossos profissionais, natos e competentes, ficam no ostracismo. Outro: 2) O contrato milionário de um carro-câmeras, assinado, também pelo nosso Executivo, no valor "mensal" de, aproximadamente $ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais), com o objetivo de rodar nas nossas ruas, no período diurno, multando todos os veículos que estiverem estacionados de forma irregular. Não sei qual o critério desse procedimento, mas, com certeza, todos nós corremos o risco de cair nessa arapuca milionária, pois está multando sem dó, nem piedade. Uma mina de ouro!

Achei essa ideia do carro-câmeras muito boa, ótima, mas que seria muito mais útil e louvável se fosse para outro objetivo: funcionar como polícia (em parceria com o Estado, se fosse preciso) para coibir os ladrões que estão invadindo residências, escolas, casas comerciais, construções, onde, praticam roubos ousados, entrando pelo telhado e fazendo buracos nos muros, quando a segurança não lhes favorece, entram roubando à vontade.

Aí, sim, seria um valioso presente e respeito à população, que sofre, com os prejuízos. Outro:

3) O escândalo, recente, do contrato assinado para resolver o destino do lixo de Bauru. Este, a meu ver, um escândalo ímpar, grave, pois envolve bilhões do dinheiro público, mais precisamente 5 (cinco) bilhões e 200 (duzentos) milhões de reais e, pasmem, de acordo com o texto reproduzido no Jornal citado: "Não há indícios de participação da Prefeita no direcionamento da licitação, pois ela deu autonomia aos seus "subalternos" para promoverem o certame; "foi traída", mas ela agiu rápido, exonerou os culpados e lamentou que o RH (Recursos Humanos) da Prefeitura tenha contratado esses feios, sujos e malvados" (Jornal da Cidade, 12/09/26).

Ora, como pôde um contrato bilionário ser decidido e concluído por subalternos? Isso nunca poderia acontecer!!! E, ainda, válido por 30 anos!!!

Outros prefeitos virão ocupar a cadeira do Chefe do Executivo e encontrarão dívidas enormes, ainda por conta dos juros e correção monetária que, certamente, serão cobrados.

Diante de tanta arbitrariedade acontecendo, creio que só há uma saída: rogar a Deus para proteger e livrar nossa querida Bauru, de pessoas "de fora", interessados em transformar nossa cidade, apenas, em trampolim político.