24 de outubro de 2026
ECONOMIA

Eleições e o futuro do seu bolso


| Tempo de leitura: 3 min

Neste domingo (4), milhões de brasileiros vão às urnas para definir os rumos políticos do país e dos estados. Para além dos debates partidários, o pleito tem impacto direto na economia do dia a dia. As escolhas nas urnas influenciam a gestão das contas públicas, a confiança de investidores e os rumos da inflação e dos juros. Entender as propostas para o orçamento e a geração de empregos ajuda o eleitor a decidir com foco no desenvolvimento local e na estabilidade da renda.

A resposta dos mercados e o planejamento pessoal

Períodos eleitorais costumam trazer instabilidade temporária ao mercado financeiro, com oscilações na bolsa de valores, no dólar e nas expectativas de juros. As primeiras sinalizações dos eleitos para a responsabilidade fiscal e reformas serão decisivas para acalmar os preços e definir o apetite de novos investimentos. Para as famílias e pequenos negócios, a regra de ouro neste momento é evitar decisões financeiras precipitadas e focar na proteção do orçamento.

Inflação do aluguel voltou a subir

O IGP-M, famoso índice que costuma reajustar os contratos de aluguel, registrou alta de 1,57%. O avanço no mês foi puxado, principalmente, pelo encarecimento dos custos na produção. O acumulado nos últimos 12 meses do indicador subiu para 3,34%. Para quem vai renovar o contrato de locação agora, a dica é sentar e negociar: buscar um reajuste com base em índices de inflação do consumidor costuma equilibrar a conta para ambas as partes.

O efeito dominó do campo para as prateleiras

A aceleração do IGP-M em setembro foi impulsionada pelo Índice de Preços ao Produtor (IPA), que saltou mais de 2%. Esse índice mede os custos das matérias-primas e dos produtos na fábrica antes de chegarem às lojas. Quando o custo de produção no campo ou na indústria sobe, a tendência é que parte desse aumento repasse ao consumidor final nas semanas seguintes. Acompanhar essa dinâmica ajuda a planejar as compras do mês e antecipar o orçamento da feira.

Mercado de trabalho

A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, atingindo o menor patamar histórico para o período na série do IBGE. O Brasil alcançou o recorde de 103,5 milhões de pessoas ocupadas, impulsionado por vagas em setores como construção e indústria. Além do aumento no total de contratados, o número de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, trazendo mais estabilidade ao mercado.

Dia das Crianças sem entrar no vermelho

Com o Dia das Crianças se aproximando, o planejamento financeiro se torna o melhor aliado dos pais. A inflação do ano acumulada pede um olhar atento aos preços dos brinquedos e passeios. Definir um limite claro de gastos antes de ir às compras evita decisões por impulso provocadas pelo apelo comercial. Pesquisar preços com antecedência pela internet e considerar presentes coletivos ou experiências em família são excelentes formas de economizar.

Presenteie com consciência e leveza

Neste Dia das Crianças, o consumo consciente pode ser uma grande lição praticada na prática com os pequenos. Além de pesquisar e comparar preços em diferentes lojas, vale priorizar compras à vista para obter descontos. Envolver as crianças na conversa de forma lúdica ajuda a ensinar o valor das coisas desde cedo. Se o orçamento estiver apertado, lembre-se: criar memórias em passeios ao ar livre costuma valer muito mais do que brinquedos caros acumulados na estante.

Exerça seu direito de cidadão

Votar é exercer seu direito de cidadão. Uma eventual omissão fará com que outros façam as escolhas por nós. Se isso ocorrer, não adianta reclamar se as escolhas não foram as que você queria. O voto é sagrado e é um ato de cidadania.

Mude já, mude para melhor!

O voto não deve ser um ato para benefício individual e sim com pensamento coletivo, o que é melhor para o país. Pense nisso. Mude já, mude para melhor!