Na próxima quarta-feira, 30 de setembro, a partir das 18h, o jornalista Odir Cunha estará em Bauru para o lançamento de seu livro "O céu e o inferno de Toninho Guerreiro", a biografia de um dos maiores artilheiros do nosso futebol, ídolo de Noroeste, Santos e São Paulo.
O evento ocorrerá na tradicional Padaria Vó Angelina, na rua Virgílio Malta, 18-87, nos Altos da Cidade. Estarão presentes craques de várias gerações do Noroeste, jornalistas, amigos, torcedores e parentes de Toninho, entre eles suas filhas Greice e Graciela. O acesso é aberto a todos.
Em uma deferência especial à cidade natal de Toninho, a mesma que revelou Pelé para o futebol, o livro terá um desconto superior a 20% e será oferecido, apenas nessa noite, por R$ 69,00.
"Estarei aí para as dedicatórias e um papo com os amigos do futebol bauruense e região", disse Odir ao JC e JCNET. Ele é um dos mais renomados jornalistas esportivos bauruense e já escreveu sobre Zito, a história do Santos, Oscar Schmidt, Guga e Pelé, com lançamentos nacionais em grandes templos esportivos.
Toninho, o grande artilheiro de Bauru (resenha escrita por Odir Cunha, especial para o JC/JCNET)
"A mãe, dona Rosa, queria que o filho caçula dos nove irmãos seguisse o pai, seu Arthur, e se tornasse ferroviário da Companhia Paulista, uma das três ferrovias que se cruzavam em Bauru. Mas Toninho preferiu seguir a paixão dos irmãos Osvaldo, Arthur e Wilson e se dedicou ao futebol.
Começou no Paulista, um time de várzea da cidade, mas aos 17 anos já estreava pelo Noroeste. Bastaram dois anos para que chamasse a atenção de grandes clubes e em 1962 foi contratado pelo Santos, então considerado o melhor time do mundo.
Mesmo jogador do Santos, Toninho pôde atuar em 1962 pelo Noroeste, por empréstimo, e se saiu tão bem que chegou a ser cogitado para figurar entre os convocados para a Copa do Chile.
Começou no Santos em 1963. Para não ficar na reserva de Coutinho, ou Pagão, aceitou ser escalado pelo técnico Lula na ponta-direita e aos poucos mostrou sua habilidade para marcar gols e tamanha garra que foi apelidado "Guerreiro" pelo ponta-esquerda Pepe.
Em 1966 ele se firmou como o centroavante titular do Santos e liderou a artilharia do Campeonato Paulista. Em 1969 era o grande artilheiro do Brasil quando foi convocado pelo técnico João Saldanha para a Copa de 1970, no México.
O polêmico episódio do seu corte na Seleção, com o argumento de uma sinusite que nunca o incomodou, pode ser considerado o grande trauma de Toninho no futebol. Ele queria muito estar naquela Copa e certamente faria muitos gols se pudesse repetir no Escrete a dupla com Pelé.
Houve quem criticasse o São Paulo por contratá-lo no final de 1969, mas a verdade é que Toninho ressurgiu no Morumbi, alcançando a artilharia de dois Campeonatos Paulistas (1970 e 1972) e uma Taça Libertadores (1972).
Pode-se dizer que ele foi o artilheiro do Renascimento Tricolor, pois o clube que não era campeão paulista desde 1957, acabou bicampeão em 1070/71 e Toninho se consagrou como o único jogador pentacampeão estadual legítimo, pois já fora tricampeão pelo Santos em 1967/68/69.
O artilheiro encerraria a carreira profissional em 1975, após atuar por Flamengo; Operário e Comercial. ambos de Campo Grande, e de voltar para o seu Noroeste.
Após ser um destaque no time amador Milionários, que reunia vários ídolos do passado, e de brilhar no Showbol da TV Record, Toninho aceitou sociedade com o amigo Rogério Ernesto Santos em uma retífica na Lapa, bairro próximo das Perdizes, onde morava com sua segunda esposa, a jornalista Agnes Roberta.
Do seu primeiro casamento, com a professora Dorothy Bueno, Toninho teve as filhas Greice e Graciela, que hoje vivem em Bauru e estarão no lançamento de sua biografia, na próxima quarta-feira, dia 30 de setembro, na Padaria Vó Angelina, nos Altos da Cidade."