O vice-governador Felício Ramuth e o secretário de Governo e Relações Institucionais (SGRI), Marcelo de Oliveira, estiveram em Bauru nesta quarta-feira (23) visitando a sede do Escritório Regional da Secretaria de Governo e Relações Institucionais, no Jardim Cruzeiro do Sul e conversaram com o JCNET sobre os investimentos em Bauru e região.
O Governo do Estado de São Paulo mantém obras conveniadas em todos os 39 municípios da Região Administrativa de Bauru. Entre 2023 e 2026, foram firmados 131 convênios com as cidades locais, somando um investimento previsto de aproximadamente R$ 69,279 milhões, com R$ 107,503 milhões já pagos no período. O balanço contempla intervenções estruturantes (que somam 98 das parcerias), além de praças (7), sistemas de lazer (9), aquisição de caminhões e equipamentos (3) e obras de saúde e educação (14).
A agenda no interior do estado contou com inspeções nas obras de construção dos Centros de Saúde de Pederneiras e Agudos, empreendimentos que somam mais de R$ 5 milhões em investimentos, sendo R$ 3,850 milhões repassados pelo Estado e o restante viabilizado por contrapartidas municipais (R$ 850 mil de Pederneiras e R$ 307 mil de Agudos).
De acordo com o secretário de Governo e Relações Institucionais, Marcelo de Oliveira, a prioridade da pasta tem sido atender municípios de menor porte e reduzir os trâmites burocráticos para a liberação das verbas. "A Secretaria de Governo e Relações Institucionais (SGRI) tem atuado em todos os municípios do estado de São Paulo e aqui na região não é diferente. Falamos nessa última gestão de 3.365 convênios assinados, sendo que 84% estão em municípios com menos de 50 mil habitantes. Cerca de 70% dos nossos convênios estão voltados para áreas estruturantes, que muitas vezes os municípios têm dificuldade de fazer sozinhos", destacou Oliveira.
O secretário explicou que a responsabilidade das licitações e contratações cabe às prefeituras, enquanto a SGRI e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) atuam no acompanhamento técnico e na liberação de recursos por meio de medições de etapas concluídas. Oliveira ressaltou ainda que a distribuição das verbas e das emendas parlamentares ocorre de forma isonômica. "A questão político-partidária não interfere. Todas as cidades, independentemente de partido ou ideologia, têm recebido recursos. O Estado tem trabalhado de forma muito séria, republicana e transparente. Todas as emendas são totalmente rastreáveis", afirmou o secretário.
Aportes diretos e habitação
Complementando os convênios municipais, os investimentos diretos do Poder Executivo estadual somam valores expressivos na região. O vice-governador Felício Ramuth enfatizou que o volume de recursos geridos diretamente pelo Estado supera as transferências por convênios. "Os convênios são uma parte dos investimentos. Temos grandes obras executadas diretamente, como os R$ 263 milhões aplicados no trecho entre Borborema, Novo Horizonte e Pongaí, além das intervenções na Hidrovia Tietê-Paraná. O volume de investimentos vai muito além do formato de convênio", pontuou Ramuth.
No setor habitacional, a região contabiliza 5.100 empreendimentos já entregues entre moradias construídas pela CDHU e subsídios do programa Casa Paulista, totalizando R$ 300 milhões aplicados. Outras 3.794 unidades habitacionais estão atualmente em fase de execução.
Fomento econômico e saúde pública
Na área de desenvolvimento econômico, a agência Desenvolve SP destinou R$ 31 milhões para o setor público em seis municípios da região, além de R$ 16 milhões voltados a 74 empresas privadas. O município de Bauru concentra uma operação de financiamento de R$ 111 milhões para obras de recapeamento, somada a 3 mil contratos do Banco do Povo, que injetaram R$ 42 milhões em microcrédito regional.
Na saúde, além dos novos Centros de Saúde em vistoria, o Estado tem focado na descentralização dos atendimentos por meio da Tabela SUS Paulista e de reformas na rede hospitalar local. No Hospital das Clínicas de Bauru, foram investidos R$ 50 milhões na entrega do setor de radiologia e na expansão dos leitos de urgência, emergência e hemodiálise.
Questionado sobre as demandas dos gestores municipais e o diálogo com o interior, o vice-governador descartou cenários de distanciamento entre o Palácio dos Bandeirantes e os prefeitos. "Sempre vai existir alguém que gostaria de fazer mais investimentos, até porque a realidade das finanças municipais é difícil devido a obrigações criadas em Brasília. Mas a proximidade com os prefeitos sempre aconteceu e está cada vez maior", concluiu Ramuth.