22 de setembro de 2026
UM ESTÁ FORAGIDO

Quatro presos do escândalo do lixo em Bauru são transferidos

Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Record TV
Cilene Bordezan, no momento da transferência

Quatro dos cinco investigados que estão presos preventivamente na Operação Cavalo de Troia, do Ministério Público (MP), foram transferidos para outras unidades prisionais. A operação investiga suspeitas de uma grande fraude na licitação da concessão do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos (lixo) de Bauru.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Estado de São Paulo informa que a ex-secretária do Meio Ambiente de Bauru Cilene Bordezan e a ex-secretária adjunta do Meio Ambiente Sara Moura de Jesus foram levadas para a Penitenciária Feminina de Pirajuí.

Hamilton Libório Agle,  CEO da Estre Ambiental, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória Dois, em Osasco. Talita de Andrade Soares Chieregatti, funcionária da Estre, foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na capital paulista.

O ex-secretário de Negócios Jurídicos de Bauru Vítor João de Freitas Costa permanece na Cadeia Pública de Avaí por falta de vaga especial destinada a quem é advogado, a chamada Sala de Estado-Maior. Um sexto investigado, o consultor Mário Luiz Silvério, da Fipe, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido.

No processo, a defesa de Hamilton Agle recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados pedem que a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim, seja investigada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo a defesa, a prefeita assinou documentos e nomeou pessoas que são citadas nas investigações do Ministério Público. A intenção dos advogados de defesa de Agle é tornar sem efeito os atos judiciais adotados até aqui. O ministro Dias Toffoli analisa o caso.