Quatro dos cinco investigados que estão presos preventivamente na Operação Cavalo de Troia, do Ministério Público (MP), foram transferidos para outras unidades prisionais. A operação investiga suspeitas de uma grande fraude na licitação da concessão do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos (lixo) de Bauru.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Estado de São Paulo informa que a ex-secretária do Meio Ambiente de Bauru Cilene Bordezan e a ex-secretária adjunta do Meio Ambiente Sara Moura de Jesus foram levadas para a Penitenciária Feminina de Pirajuí.
Hamilton Libório Agle, CEO da Estre Ambiental, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória Dois, em Osasco. Talita de Andrade Soares Chieregatti, funcionária da Estre, foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na capital paulista.
O ex-secretário de Negócios Jurídicos de Bauru Vítor João de Freitas Costa permanece na Cadeia Pública de Avaí por falta de vaga especial destinada a quem é advogado, a chamada Sala de Estado-Maior. Um sexto investigado, o consultor Mário Luiz Silvério, da Fipe, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido.
No processo, a defesa de Hamilton Agle recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados pedem que a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim, seja investigada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo a defesa, a prefeita assinou documentos e nomeou pessoas que são citadas nas investigações do Ministério Público. A intenção dos advogados de defesa de Agle é tornar sem efeito os atos judiciais adotados até aqui. O ministro Dias Toffoli analisa o caso.