19 de setembro de 2026
COLUNISTA

A alegria pela conversão e pela salvação dos pecadores


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A liturgia deste 25º domingo do tempo comum nos apresenta uma verdade consoladora: Deus deseja a salvação de todos e oferece a sua graça até o último instante da vida. O que importa não é apenas quando começamos a caminhar com o Senhor, mas acolher o seu chamado e perseverar até o fim.

No Evangelho (Mt 20,1-16a), Jesus compara o Reino dos Céus a um patrão que sai em diferentes horas do dia para chamar trabalhadores para a sua vinha. Alguns são chamados de madrugada, outros às nove horas, ao meio-dia, às três da tarde e, finalmente, às cinco horas. No final do dia, todos recebem a mesma recompensa: uma moeda de prata.

Podemos compreender essa moeda de prata como uma imagem da salvação eterna. Há pessoas que, desde crianças, são chamadas a viver na fé; outras descobrem o Senhor na juventude; outras somente na idade adulta; e há ainda aquelas que se convertem já na velhice ou nas últimas horas da vida. O importante é que respondam ao chamado de Deus.

A Primeira Leitura (Is 55,6-9) nos exorta: "Buscai o Senhor, enquanto ele pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto" (Is 55,6). E o profeta continua: "Volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão" (Is 55,7).

Essa Palavra nos recorda que nunca devemos considerar alguém como perdido definitivamente. Enquanto há vida, há possibilidade de conversão. A misericórdia de Deus pode alcançar uma pessoa mesmo nas últimas horas de sua existência. Deus não se alegra com a perdição do pecador; Ele quer resgatá-lo e conduzi-lo à vida eterna.

Por isso, precisamos tomar cuidado com uma atitude semelhante à dos trabalhadores que chegaram primeiro e ficaram indignados porque os últimos receberam a mesma recompensa. Às vezes, podemos pensar: "Eu estou na Igreja há tantos anos; como pode alguém que se converteu somente agora receber a mesma salvação?". Mas essa não é a lógica do amor de Deus.

Jesus nos ensina: "Estás com inveja, porque estou sendo bom?" (Mt 20,15). A salvação não é um prêmio que merecemos por nossos próprios méritos; é dom da misericórdia divina. Como afirma o profeta: "Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor" (Is 55,8).

Precisamos, portanto, nos alegrar sinceramente com a conversão dos pecadores e com a sua salvação eterna. Quando alguém que estava afastado de Deus retorna, quando uma pessoa abandona uma vida de pecado, quando alguém encontra a fé já no final de sua caminhada, não devemos sentir ciúme ou indignação. Devemos nos alegrar, porque mais um filho está voltando para a casa do Pai.

A Igreja não existe para condenar quem chega por último, mas para acolher, anunciar a misericórdia e conduzir todos ao encontro com Cristo. A nossa alegria deve ser a alegria do próprio Deus: ver o pecador convertido, reconciliado e salvo.

Peçamos, neste domingo, a graça de não julgar os caminhos de conversão dos outros, mas de agradecer pela misericórdia de Deus. Que saibamos valorizar aqueles que perseveram desde cedo na fé e, ao mesmo tempo, acolher com amor aqueles que chegam à vinha do Senhor na última hora.

Que Nossa Senhora, Mãe de misericórdia, interceda por todos nós e, de modo especial, pelos pecadores que ainda precisam encontrar o caminho de volta para Deus. Que ela nos ajude a desejar, com um coração verdadeiramente cristão, a conversão, a perseverança e a salvação eterna de todos. Amém.