18 de setembro de 2026
SETEMBRO VERMELHO

Só este ano 865 casos de infarto nos municípios da RMJ

Por Giovanna Vianna |
| Tempo de leitura: 2 min
Infarto exige reconhecimento rápido dos sinais e atendimento imediato

Os municípios da Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) já somam 865 registros relacionados a infarto em 2026. Em Jundiaí, foram 716 casos de infarto ou síndrome coronariana aguda entre janeiro e setembro, acima dos 564 registrados em todo 2025, além de 235 mortes por infarto até agosto. O cenário ganha atenção neste Setembro Vermelho, mês de conscientização sobre a saúde do coração.

Em Jundiaí, as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por 1.095 mortes em 2025, acima de câncer (748) e doenças respiratórias (346). Entre as causas específicas, foram 332 mortes por infarto e 126 por infarto cerebral.

Na região, Várzea Paulista registrou 56 casos até agosto, contra 83 em 2025. Campo Limpo Paulista teve 69 até junho, ante 74 no ano passado. Já Itupeva registrou 24 internações por infarto pelo SUS no primeiro semestre, contra 29 em todo o ano de 2025. Os números não formam uma série regional padronizada, já que os municípios forneceram períodos e bases diferentes. A soma reúne os registros informados pelas quatro cidades.

E os mais jovens?

Em Jundiaí, 350 das 1.053 mortes por doenças cardiovasculares em 2024 ocorreram entre pessoas de 30 a 69 anos. Em 2023 foram 330. A faixa é usada para classificar a mortalidade prematura por doenças crônicas. Em Várzea, dos 56 casos de 2026, quatro foram entre pessoas de 30 a 39 anos e nove entre 40 e 49. Em Itupeva, na faixa de 30 a 39, houve um óbito em 2024 e nenhum em 2025 ou até agosto deste ano. Campo Limpo Paulista registrou aumento entre 40 e 44 anos, dois casos em 2024, quatro em 2025 e cinco até junho de 2026.

Prevenção

Os fatores de risco se repetem entre as redes municipais. Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e tabagismo estão entre os principais. Histórico familiar, idade, consumo excessivo de álcool e estresse também são considerados fatores associados.

Jundiaí mantém acompanhamento de pressão, diabetes e colesterol, além de ações de atividade física, alimentação saudável, combate ao tabagismo e orientação sobre sinais de infarto e AVC. Campo Limpo também trabalha com prevenção, controle dos fatores de risco e reabilitação cardíaca. Em Várzea, as unidades mantêm orientações para prevenção e controle da hipertensão, sem programação específica do Setembro Vermelho neste momento.

Tempo é decisivo

Em 2 de setembro de 2026, foi sancionada a Lei Federal nº 15.494/2026, que prevê protocolos para atendimento de urgências cardiovasculares no SUS, incluindo medidas trombolíticas em UPAs. A norma entra em vigor 180 dias após a publicação. O Setembro Vermelho reforça ainda a importância de reconhecer sinais como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea e mal-estar e procurar atendimento imediatamente.

Jarinu, Louveira e Cabreúva não responderam aos questionamentos da reportagem até o fechamento desta edição.