14 de setembro de 2026
7 REGRAS PARA EVITAR

Medo, confiança e urgência são usados por golpistas em Bauru

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
O delegado Marcelo Tomaz Góes, titular do Setor de Investigações Gerais (SIG), traz orientações à população e explica a engenharia social dos criminosos

O golpe pode começar com uma ligação aparentemente inofensiva, uma mensagem de WhatsApp ou a promessa de dinheiro fácil. Quando a vítima percebe é tarde demais: o prejuízo já está na conta dos criminosos. Em Bauru, o delegado Marcelo Tomaz Góes, titular do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Polícia de Bauru, alerta para as principais armadilhas usadas por estelionatários e traz orientações importantes para reconhecer os sinais de fraude (veja dicas abaixo).

De acordo com o delegado, embora estelionatos, fraudes eletrônicas e furtos mediante fraude possam envolver cartões bancários, celulares, aplicativos e operações financeiras, há diferenças jurídicas importantes entre essas infrações. E, segundo os registros policiais e as investigações, os criminosos exploram cada vez menos uma vulnerabilidade exclusivamente tecnológica. O principal alvo, em grande parte dos casos, é a própria pessoa. “É a chamada engenharia social, pela qual o fraudador constrói uma situação aparentemente verdadeira para levar a vítima a fornecer informações, entregar bens ou realizar determinada operação”, destaca Marcelo Góes.

A expansão dos serviços bancários digitais, do Pix, das redes sociais e dos aplicativos de mensagens ampliou as possibilidades de atuação dos criminosos, frisa ele. Ao mesmo tempo, práticas tradicionais, como o golpe do bilhete premiado, a troca de cartões e a obtenção fraudulenta de documentos, continuam produzindo vítimas. A recomendação dele é que, em caso de golpe, a vítima procure imediatamente a Polícia Civil, no Plantão Policial, que em Bauru fica na avenida Rodrigues Alves, 20-20, na Vila Cardia, próximo ao Cemitério da Saudade.

OS PRINCIPAIS GOLPES APLICADOS:

· Falsa central bancária

· Falso familiar pelo WhatsApp

· Golpe do bilhete premiado

· Troca ou retenção de cartão bancário

· Falso motoboy ou recolhimento de cartão

· Falso empréstimo e fraude em consignado

· Falso boleto e falsa cobrança

· Falsa compra, loja virtual e falso anúncio

· Falso investimento e promessas de rendimento

· Falso advogado, precatório ou liberação judicial

· Golpe de emprego, tarefa ou renda extra

SETE REGRAS DA SIG PARA EVITAR GOLPES

1. Urgência é sinal de alerta: não realize operação financeira sob pressão.

2. Confirme por outro canal: se um familiar pedir dinheiro, telefone para ele. Se o banco ligar, encerre a chamada e procure o aplicativo ou número oficial.

3. Confira o destinatário antes do Pix: o nome exibido pelo banco deve corresponder à pessoa ou empresa que deveria receber o valor.

4. Nunca forneça senha ou código de autenticação: senhas, tokens e códigos recebidos por SMS ou aplicativo são pessoais.

5. Não instale aplicativos por orientação de desconhecidos: especialmente programas de acesso remoto ou enviados por links recebidos durante ligações.

6. Acompanhe suas contas: verifique extratos, cartões, empréstimos e movimentações financeiras regularmente, principalmente quando se tratar de pessoas idosas.

7. Desconfie da vantagem excepcional: prêmios inesperados, investimentos extraordinários, produtos muito abaixo do preço de mercado e oportunidades que exigem pagamento imediato apresentam características comuns a diversas modalidades de fraude.

O alerta do SIG de Bauru é direto: diante de qualquer situação suspeita, a orientação é interromper o contato, confirmar a informação por um canal independente e não realizar operações financeiras sob pressão. Quanto mais cedo a vítima comunicar o fato e preservar as provas, maiores são as possibilidades de investigação e rastreamento dos valores.