29 de agosto de 2026
COLUNISTA

Alimentando o espírito


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Recentemente, aqui mesmo neste JC, uma reportagem sobre mudança de hábitos de jovens e adultos evidenciou a atenção para a prática de exercícios e o controle alimentar presentes na vida da sociedade.

O educador físico entrevistado ressaltou a convivência de diversas faixas etárias nas academias, a busca por saúde e não somente por estética, e até a melhora dos relacionamentos sociais de indivíduos antes tímidos ou que privilegiavam um cantinho todo seu a ambientes de maior circulação de pessoas. Até nos finais de semana, onde as máquinas e aparelhos de treino ficavam praticamente às moscas, agora há disputa pela juventude que antigamente exagerava no lazer da sexta-feira e não tinha disposição ou forças para enfrentar séries de musculação, bicicletas ergométricas ou corridas nas esteiras.

Já a nutricionista consultada destacou a troca de alimentos de alta caloria por verduras e legumes, e até mesmo a redução na quantidade de comida ingerida, exemplificando com o pequeno tamanho das marmitas atualmente preferidas em lugar das médias anteriormente consumidas. As pessoas estão buscando qualidade alimentar aliada a quantidades equilibradas.

As pessoas estão cuidando do corpo e da mente, e isso é muito bom! Entretanto, parece estar faltando uma perna nesse tripé existencial: o lado espiritual.

Enquanto academias estão lotadas de gente na corrida por saúde física, as igrejas convivem com escassez de almas caminhando em busca da provisão de Deus. Se por um lado alimentam o corpo e a mente, por outro deixam de abastecer o espírito. Esquecem que, conforme encontramos em Eclesiastes 12, "o nosso corpo voltará para o pó da terra, de onde veio, e o nosso espírito voltará para Deus, que o deu" (v. 7).

Cuidar apenas do corpo físico sem dar atenção ao espírito traz um desequilíbrio para a vida. O corpo é o invólucro, o estojo, a casa da vida terrena; ele precisa de alimento e força para cumprir as tarefas diárias. Porém é também o templo do Espírito Santo que habita em nós (1Coríntios 6.19). A alma requer um sentido maior para a vida; o espírito bem cuidado traz paz para a mente e dá força nos momentos de dificuldades. Quando tentado no deserto, Jesus afirmou que "nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Deuteronômio 8.3), colocando a nutrição da alma em evidência e em primeiro lugar.

Ora, a Palavra de Deus é a bíblia, onde estão registrados os ensinamentos, os conselhos, os mandamentos, as boas práticas, a sabedoria na condução do cotidiano e tudo o mais que o Criador quis que nos fosse revelado. Sua leitura, estudo e entendimento nos fornece todo o ferramental de que precisamos para fortalecer o espírito e nos relacionarmos com o Pai, através de Jesus Cristo.

O estudo bíblico orientado estritamente em concordância ao que as Escrituras trazem, livre de interpretações pessoais e de conveniência; isento de interesses outros senão os de edificar a fé e apontar o caminho da santificação; sem reduções ou acréscimos, se reveste de superior importância para os que decidem alimentar corretamente o espírito.

Assim como a academia precisa estar suprida de equipamentos adequados e a nutrição dos balanceamentos energéticos corretos, a Palavra a ser proferida necessita de rigor bíblico e seriedade para produzir os frutos do desenvolvimento espiritual para alcance do objetivo final, que é a vida eterna.