Em março de 2022, o então governador do Estado de São Paulo, João Doria, anunciou o projeto da Ciclovia dos Bandeirantes, dispositivo que ligaria a Capital paulista ao recém-lançado Distrito Turístico Serra Azul, na divisa entre Itupeva e Vinhedo, com aproximadamente 57 quilômetros de extensão ao longo da rodovia dos Bandeirantes.
O valor estimado apresentado pelo projeto funcional chegava a R$ 219 milhões à época, com previsão de obra de construção no canteiro central da via, passarelas, novos elementos de segurança, acesso controlado de entrada e saída, pontos de apoio, barreiras rígidas e novas sinalizações, horizontal e vertical.
A previsão de início das obras era maio do mesmo ano e a conclusão deveria acontecer em um ano e meio, mas a responsabilidade era da concessionária AutoBAn, não do Governo Estadual.
Passados os anos, houve neste ano o anúncio de ciclovias em outras rodovias do estado, mas não há previsão de continuidade do projeto na Bandeirantes. O JJ questionou o estado e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) respondeu que: "A concretização do projeto dependerá de sua viabilidade técnica, da garantia da segurança viária e do interesse público envolvido, segundo a definição de prioridades do Estado de São Paulo".
Contratos de concessão rodoviária formalizados atualmente por São Paulo preveem a implantação de mais de 139 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em diferentes regiões do Estado. As estruturas fazem parte dos investimentos programados para modernização das rodovias e ampliação das condições de segurança e mobilidade para ciclistas.
Na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), que liga a Baixada Santista ao Vale do Ribeira, estão previstos 73,1 quilômetros de ciclovias, formando a maior ciclovia do Brasil, com investimento específico de R$ 78,1 milhões. Entre Bertioga e Santos, serão aproximadamente 36 quilômetros de ciclovias. Outros 33 quilômetros estão previstos na região de Itanhaém e Peruíbe, além de cerca de quatro quilômetros entre Peruíbe e Miracatu.
Nas marginais da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), o projeto Nova Raposo prevê 42,28 quilômetros de ciclofaixas. Serão 21,47 quilômetros no sentido Leste e 20,81 quilômetros no sentido Oeste, abrangendo São Paulo, Osasco e Cotia. O início das intervenções está previsto para julho de 2029, com conclusão estimada para março de 2033.
Na região de Sorocaba, estão previstos outros 24 quilômetros de infraestrutura cicloviária, com investimento estimado em R$ 27 milhões. Desse total, 10 quilômetros estão previstos na Rodovia João Leme dos Santos (SP-264) e outros 14 quilômetros integram o planejamento, com definição do trecho rodoviário em andamento. As estruturas contemplam a região de Sorocaba e Votorantim, com implantação prevista a partir de 2030.