26 de setembro de 2026
ECONOMIA

IBC-Br dá sinal de freio na economia


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O Banco Central divulgou recentemente o IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB brasileiro. O índice mostrou queda de 0,6% em junho na comparação com maio, sinalizando uma desaceleração da atividade econômica. Mesmo assim, o acumulado de 12 meses ainda registra crescimento de 1,5%. O resultado confirma algo que muitos empresários e consumidores já vinham percebendo no dia a dia: a economia continua crescendo, mas em um ritmo menor. Um dos motivos é o elevado nível dos juros no país. Quando o crédito fica caro, as empresas investem menos e as famílias reduzem o consumo.

Endividamento das famílias

Essa desaceleração da economia ocorre justamente em um momento em que o endividamento das famílias atinge níveis recordes. Segundo a CNC, 82% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida. Por isso, o momento exige cautela. Antes de assumir novos compromissos financeiros, vale a pena avaliar se a parcela realmente cabe no orçamento. Em economia, prudência nunca sai de moda.

O cartão de crédito continua sendo o vilão

Segundo a CNC, 85% das famílias endividadas possuem dívidas relacionadas ao cartão de crédito. O cartão não é o problema. O problema é utilizar crédito para sustentar um padrão de consumo que a renda não consegue acompanhar. Quem deseja sair do vermelho deve evitar parcelamentos excessivos e concentrar esforços na quitação das dívidas mais caras. Em muitos casos, trocar diversas dívidas pequenas por uma renegociação única já representa um enorme alívio financeiro.

Inadimplência não é falta de caráter

Ao falar de dívidas, é importante eliminar preconceitos. Muitas famílias chegaram à inadimplência por enfrentar desemprego, queda na renda ou aumento expressivo do custo de vida. Os dados mais recentes mostram que quase um terço das famílias brasileiras possui contas em atraso. Quem está devendo deve procurar o credor e negociar. A maioria das empresas prefere receber com desconto do que não receber nada. Negociar não é sinal de fraqueza. É sinal de responsabilidade.

A matemática simples para sair do vermelho

Em momentos de incerteza, vale lembrar uma regra básica das finanças pessoais: não gastar mais do que ganha. Parece simples, mas muitos consumidores acabam recorrendo ao crédito para complementar a renda. Uma boa estratégia é utilizar a regra 50-15-35: 50% para despesas essenciais; 15% para poupança ou pagamento de dívidas. 35% para desejos e lazer. Não é uma fórmula mágica, mas ajuda bastante.

O desafio dos juros altos

Juros altos encarecem financiamentos, empréstimos e compras parceladas. Por isso, muitas famílias acabam entrando em um ciclo difícil: recorrem ao crédito para fechar o mês e depois enfrentam dificuldades para pagar. Os números mostram que o comprometimento da renda com dívidas permanece elevado. O caminho para escapar dessa armadilha passa por reduzir dependência do crédito e aumentar o planejamento financeiro.

Organizar as finanças também gera crescimento

Quando falamos em crescimento econômico, normalmente pensamos em empresas e governo. Mas existe uma parte importante dessa equação: as famílias. Uma população excessivamente endividada consome menos e reduz a força da economia. Por isso, o aumento da inadimplência preocupa tanto economistas quanto comerciantes. A boa notícia é que renegociações cresceram significativamente nos últimos meses. Isso mostra que milhões de brasileiros estão buscando reorganizar a vida financeira.

Mude já, mude para melhor!

Determinação, firmeza de propósito e foco, são atributos necessários para superar os obstáculos que a vida nos impõe. Mude já, mude para melhor!