08 de agosto de 2026
ELEIÇÕES 2026

Vamos eleger alguém? O que pensam analistas do Café com Política

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Café com Política
O programa Café com Política (JC/JCNET + 96FM) recebeu nesta sexta (7) o ex-vereador Coronel Meira (Novo). Para ele, muitos candidatos são lançados apenas para cumprir exigências partidárias, fortalecer chapas proporcionais ou ajudar a eleger deputados com maior potencial, e não porque tenham chances reais de vitória. Estamos a 57 dias da eleição do dia 4 de outubro. 

Faltam lideranças
A quantidade de postulantes a deputado estadual e federal faz com que os votos locais sejam pulverizados, reduzindo as chances de sucesso individual em Bauru. Temos 21 candidatos (as), 11 a deputado (a) estadual e 10 a deputado (a) federal. Para o jornalista Reinaldo Cafeo, pior do que a grande quantidade de candidatos é a ausência quase absoluta de lideranças capazes de catalisar os votos e conquistar mandatos, como já ocorreu no passado.

Expectativa
Na análise bastante cautelosa apresentada durante o debate no Café desta sexta, a expectativa dos participantes é que Bauru tem apenas um ou dois candidatos (as) a deputado (a) federal e um ou dois candidatos (as) a deputado (a) estadual com reais chances de eleição, dependendo da votação fora de Bauru, já que somente o número de votos úteis da cidade não é suficiente.

30 mil votos aqui
A avaliação do programa é de que um candidato competitivo tem de atingir cerca de 30 mil votos no município e complementar a votação em cidades da região ou em segmentos específicos (profissionais, religiosos, ideológicos etc) para alcançar o coeficiente eleitoral necessário (média de 55 mil votos para deputado estadual e 75 mil para deputado federal).

Solução conjunta
Por outro lado, Meira relatou conversas com o comandante do CPI-4, coronel Nilson, e afirmou que há um diálogo permanente da Polícia Militar com o governo municipal para estruturar ações conjuntas com a Prefeitura e Assistência Social em relação à situação nas ruas. Ele e a própria PM defendem que o enfrentamento do problema não deve ser apenas policial, mas envolver políticas de acolhimento, tratamento e assistência, de forma permanente.

Exemplo da Capital
Ele cita como referência a atuação integrada entre Estado e Prefeitura de São Paulo para reduzir a concentração de usuários de drogas na Capital, defendendo uma estratégia semelhante em Bauru. O entendimento é que a Operação Bauru Integrada de acolhimento deve deixar de ser pontual e tornar-se permanente.