06 de agosto de 2026
AGRONEGÓCIO

Faesp critica MP do Frete e prevê alta nos custos do agro

da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação: Faesp
Tirso Meirelles, presidente da Faesp.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou repúdio à sanção da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, realizada pela Presidência da República.  Na avaliação da entidade, a nova legislação impõe regras mais rígidas ao transporte rodoviário de cargas, eleva a burocracia e transfere ao setor produtivo os custos de uma política que, segundo a federação, compromete a competitividade do agronegócio brasileiro.

De acordo com o presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, a medida endurece as penalidades, limita a liberdade de negociação entre embarcadores e transportadores e mantém o tabelamento dos pisos mínimos do frete, dificultando a adaptação às particularidades das safras, das regiões e das operações de frete de retorno. Para a entidade, os impactos tendem a ser ainda maiores porque o transporte rodoviário responde atualmente pelo escoamento de 65% a 80% da produção agropecuária nacional, enquanto investimentos em outros modais, como as ferrovias, seguem insuficientes.

A Faesp avalia que o aumento dos custos logísticos afetará diretamente cadeias produtivas como cana-de-açúcar, grãos, café, carnes, leite e hortifrúti. Segundo a federação, a elevação do valor do frete e dos insumos reduzirá as margens dos produtores, prejudicará a competitividade das exportações brasileiras e poderá refletir no preço dos alimentos ao consumidor. A entidade afirma que continuará atuando para tentar reverter os efeitos da medida e defende a adoção de políticas públicas voltadas à ampliação da infraestrutura logística, simplificação burocrática e fortalecimento do setor. Para a Faesp, o agronegócio já enfrenta dificuldades relacionadas ao crédito, ao seguro rural, à renegociação de dívidas e à insegurança jurídica, cenário que, segundo a federação, é agravado pela nova legislação.