Sabemos que os juros estão altos, inadimplência recorde e atividade econômica retraída, mas esse IPCA-15, de julho, divulgado pelo IBGE, de apenas 0,06%, ninguém esperava. Ora, uma ótima notícia! Já que
no mês de junho o IPCA-15 foi bem mais alto: 0,41%. Mas, difícil dizer se a inflação nos próximos meses também vai continuar recuando.
Com base no último boletim Focus, de segunda-feira, 27, do BC, a previsão é que a inflação feche o ano de 2026 em 5,12%. Porém, com esse IPCA-15, de julho, de apenas 0,06%, no ano a inflação acumula 3,51%. E se no mês de junho o acumulado de 12 meses da inflação era de 4,8%, já em julho caiu para 4,52%. Ou pouco acima do teto da meta de 4,5%. Mas distante do centro da meta de 3%. Agora a expectativa fica para próxima reunião do Copom, de 5 de agosto, se a Selic será mais uma vez reduzida. Hoje está em 14,25%. O mercado aposta por mais um corte de 0,25%.
E, quem sabe, com bons números em mãos sobre o comportamento os preços, os membros do Copom veem condições para cortar 0,50%. Desta forma a Selic poderia ficar abaixo dos 14%, em 13,75%. Um motivo suficiente para que o setor financeiro reduza os juros, hoje altíssimos para empresas e consumidores finais...
O autor é colaborador de Opinião.