Jaú - Nesta quinta-feira (16), profissionais de saúde foram agredidos enquanto trabalhavam no Pronto Atendimento do Hospital São Judas em Jaú (47 quilômetros de Bauru). Dois homens foram detidos em flagrante por agentes da equipe de fiscalização e Polícia Militar (PM) e encaminhados à Central de Polícia Judiciária (CPJ). Pelo Facebook, o Sindicato da Saúde de Jaú e Região (Sindsaúde) repudiou as agressões.
As vítimas da agressão foram um enfermeiro e uma enfermeira. A motivação do ataque não foi revelada e segue sob investigação. Após o registro do boletim de ocorrência (BO), os suspeitos foram liberados. De acordo com o Sindsaúde, o caso gerou revolta entre profissionais do setor e reacendeu o debate sobre a violência enfrentada diariamente por aqueles que atuam na linha de frente do atendimento à população.
"É inaceitável que pessoas que estão nos hospitais e unidades de saúde para cuidar da população sejam vítimas de agressões. Os profissionais da saúde dedicam suas vidas ao atendimento dos pacientes e merecem respeito. Se existe insatisfação com o serviço público oferecido, os trabalhadores da saúde e da enfermagem não podem ser responsabilizados por problemas estruturais do sistema”, afirmou a presidente do órgão, Edna Alves.
“Somos solidários a todos os profissionais da saúde. Independentemente da representação sindical, estamos ao lado dos colegas agredidos e defendemos que casos como esse não fiquem impunes. Quem agride um profissional que está ali para cuidar da saúde das pessoas precisa responder por seus atos. Queremos valorização, segurança e respeito para toda a categoria”, reforçou.
Segundo o Sindsaúde, o caso ocorrido em Jaú reforça a necessidade da campanha “Saúde Sim, Violência Não”, lançada neste ano pela Federação Paulista dos Trabalhadores da Saúde, em parceria com sindicatos da categoria em todo o estado, incluindo o SindsaúdeJaú e o Sinsaúde Campinas e Região.
A iniciativa surgiu diante do aumento dos registros de agressões físicas, verbais, psicológicas e morais contra trabalhadores da saúde em hospitais, clínicas, laboratórios e unidades de atendimento.
A principal mensagem da campanha é mostrar que os profissionais da saúde não são responsáveis por problemas como demora no atendimento, falta de médicos, ausência de medicamentos ou deficiências estruturais das unidades.
Segundo a Federação Paulista dos Trabalhadores da Saúde, eventuais reclamações sobre os serviços devem ser direcionadas aos órgãos competentes, como secretarias municipais e estaduais de saúde, administrações hospitalares, conselhos de saúde e demais gestores públicos responsáveis pelo sistema.