Lençóis Paulista - A Polícia Civil de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) identificou uma das vítimas do jovem de 23 anos preso na cidade, no último dia 8, por suspeita de liderar grupo criminoso que incentivava suicídios, mutilações, estupros e sacrifícios de animais por meio das redes sociais.
De acordo com a polícia, trata-se de uma adolescente de 14 anos, moradora de Parelheiros, bairro da periferia de São Paulo, que enfrenta problemas de depressão causada por bullying.
"Além das mutilações feitas em seu corpo, a adolescente vinha sendo ameaçada pelo autor para que ingerisse cacos de vidro", diz a corporação. "A ação policial impediu esse último ato".
A Polícia Civil cita as dificuldades enfrentadas para obter os dados cadastrais das pessoas envolvidas nas apurações, mesmo com ordem judicial, mas ressalta que as investigações seguem e se concentram na tentativa de identificar outras vítimas do suspeito, que segue preso.
Conforme divulgado pelo JCNET/Sampi, as investigações que levaram à identificação do jovem foram conduzidas de maneira conjunta pela Delegacia de Lençóis Paulista e pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
As apurações, segundo o delegado titular de Lençóis Luiz Cláudio Massa, revelaram que o investigado administrava um grupo com cerca de 200 integrantes nas redes sociais, com seis pessoas que ficavam no chamado "palco" e as demais na "plateia".
"Essas pessoas que estavam no palco orientavam como as outras deveriam fazer para se mutilar", contou o delegado. "Segundo ele, eram normalmente adolescentes, depressivos, a maioria meninas, que faziam pela depressão e também para ganhar dinheiro".
Conforme informações do boletim de ocorrência (BO), os policiais civis localizaram o jovem em seu local de trabalho e o conduziram até a sua residência, que fica no Residencial Santa Terezinha I, onde foi realizada a busca domiciliar autorizada judicialmente.
Durante as diligências, foram apreendidos um aparelho celular, um iPhone e diversas anotações contendo senhas de acesso a contas em redes sociais, entre outras folhas e um caderno com informações que serão analisadas no decorrer do inquérito policial.
Entre as imagens encontradas no celular do suspeito, estão a foto de um gato decapitado em meio a siglas escritas com sangue. Uma delas, segundo a polícia, é o codinome do jovem, que foi preso temporariamente e permanece à disposição da Justiça.