26 de julho de 2026
OPINIÃO

Mulheres, negros e a hipocrisia partidária

Por Pedro Valentim | O autor é colaborador de Opinião
| Tempo de leitura: 1 min

Os dirigentes dos grandes partidos do Brasil querem excluir as campanhas majoritárias de candidatos à Presidência, ao Senado e a governos estaduais do cálculo da cota mínima de distribuição do fundo eleitoral para mulheres e negros.

E a ideia é mudar a regra de financiamento já para essa eleição e com aval da Justiça Eleitoral. A iniciativa foi feita por representantes de vários partidos políticos, que vão do PL e se estende ao PT. Pois é...!

Nas inserções na programação da televisão que os partidos políticos possuem direitos, todos enaltecem as mulheres e gostam de mostrar pessoas negras na propaganda.

Mas isto fazem porque estão interessados no eleitorado feminino que é de 54% contra 46% dos homens. Ou seja, se as mulheres fossem unidas, decidiriam qualquer eleição aqui no Brasil. Mas nunca é tarde para se conscientizarem da força política que possuem.

E este culto político às mulheres, com essa iniciativa dos partidos políticos contra as cotas financeiras eleitorais, é mais falso do que nota de 11.

Quanto à aparição dos negros nas inserções políticas na tv, fala mais alto o marketing do politicamente correto.

Porque, na prática, conta-se nos dedos as candidaturas negras majoritárias aqui no Brasil de todas as matizes ideológicas.

Realidade essa que poderá mudar um dia se a maioria dos negros brasileiros deixarem de ser autofágicos entre si.

Mas nunca é tarde para se conscientizarem da força política que também possuem.

Uma das principais características da hipocrisia é não praticar o que se prega. E este vício moral também atinge a classe política na direita, no centro e na esquerda.

Embora não possamos generalizar!

PS - Os “Deuses” do futebol estão se encarregando de fazer na Seleção as mudanças que o Ancelotti não fez. Já foi o Raphinha, o Paquetá e só falta o Casemiro e o Alisson.