27 de junho de 2026
MEIO AMBIENTE

Árvores inclinadas acendem alerta para riscos de queda em Bauru

Por Priscila Medeiros | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Priscila Medeiros
Outra sibipiruna no quarteirão 5 da rua Major Fraga com a copa desequilibrada

Ao andar pelas ruas de Bauru, não é difícil encontrar árvores inclinadas em direção à via pública ou a imóveis, situação que representa riscos para pedestres, motoristas e imóveis. Árvores inclinadas ou que apresentam apenas um galho concentrado em um dos lados da copa têm maior possibilidade de queda do que aquelas com a estrutura equilibrada.

Esse tipo de poda inadequada compromete a estabilidade das espécies. Quando galhos são removidos de forma incorreta ou excessiva, a estrutura da árvore pode perder o equilíbrio natural, aumentando o risco de queda de galhos e tornando-a mais vulnerável à ação de ventos fortes e chuvas intensas, condições que elevam o potencial de acidentes em áreas urbanas.

Além disso, cortes mal executados favorecem a entrada de fungos e outros agentes que aceleram o apodrecimento interno, reduzindo a resistência da planta.

Exemplos desse problema podem ser observados em diferentes pontos da cidade. No quarteirão três da rua Antônio dos Reis, no Jardim Higienópolis, uma sibipiruna apresenta inclinação em direção à via pública após a remoção de um galho no lado oposto da copa. A intervenção comprometeu o equilíbrio da árvore e aumentou a preocupação com sua estabilidade.

Outro caso foi registrado no quarteirão cinco da rua Major Fraga. Uma sibipiruna também apresenta desequilíbrio após podas realizadas em sua estrutura, com os galhos inclinados para o interior de um imóvel. Ao lado dela, outra árvore da mesma espécie sofreu diversas intervenções ao longo do tempo, comprometendo sua saúde e fazendo com que apresentasse vários galhos secos, um dos sinais de enfraquecimento provocado pelo manejo inadequado.

As podas devem ser realizadas por profissionais capacitados para evitar situações como essas. Além dos danos às árvores, as podas irregulares e os cortes não autorizados podem gerar multas aplicadas pela Secretaria do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal. Os valores variam conforme a infração e podem chegar a R$ 6.915,60 por árvore, de acordo com a Lei Municipal nº 4.368/1999.

POSIÇÃO DA PREFEITURA

A Prefeitura de Bauru informa que "as denúncias referentes a árvores com possível risco de queda, bem como registros de danos como podas drásticas, anelamento, podas mal realizadas ou supressão sem autorização, podem ser formalizadas por meio do Poupatempo/Ouvidoria, por e-mail da Secretaria (meioambiente@bauru.sp.gov.br)ou pelo telefone (14) 3235-1402.

Em situações de urgência e emergência, os canais adequados são a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, que atuam em ocorrências que demandem resposta imediata Quando se tratar de pedido de substituição de árvore, o procedimento deverá seguir os trâmites legais estabelecidos pela Lei Municipal nº 4.368/1999, devendo ser formalizado pelo proprietário ou responsável legal pelo imóvel. Em caso de deferimento, caberá ao interessado a execução da supressão, bem como o cumprimento da compensação ambiental correspondente Ressalta-se, ainda, que no ano de 2026 foram protocolados aproximadamente 600 processos relacionados à temática da arborização urbana junto à Coordenadoria de Políticas Públicas para o Meio Ambiente, tendo sido vistoriadas, até a presente data, cerca de 500 árvores.

Por fim, informa-se que o Município encontra-se em fase de desenvolvimento do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), tendo sido concluídas as audiências setoriais em 17/06/2026. O PDAU constitui instrumento complementar ao planejamento urbano municipal e representa ferramenta essencial para a atualização normativa da arborização urbana, uma vez que estabelece diretrizes, metas, prioridades e ações de curto, médio e longo prazo para o planejamento, implantação, manejo, manutenção, monitoramento, reposição e expansão da cobertura arbórea do Município, em consonância com a participação da população e com a necessidade de diagnóstico técnico dessa infraestrutura urbana .Trata-se, portanto, de um documento estratégico para a gestão municipal, com capacidade de orientar tecnicamente a política de arborização pelos próximos 20 anos, no mínimo.