13 de junho de 2026
OPINIÃO

Figuras, figurinhas e figurões!

Por Professor Sinuhe | O autor é professor de Língua Portuguesa, radialista e apaixonado por futebol!
| Tempo de leitura: 2 min

Fiori Gigliotti diria: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”. A Copa vai começar, passaram rápido demais os quatro anos, diriam alguns, demorou demais, diriam outros!

A verdade é que sendo ou não “Panem et Circenses”, expressão criada pelo poeta romano Juvenal, que significa “Pão e Circo”, o futebol ainda seduz os brasileiros e as brasileiras!

Comecei minhas copas em 1970, mas com oito anos, lembro -me de poucas coisas, do gol de Rivelino contra a Tchecoslováquia, do meu irmão com o radinho sofrendo contra a Inglaterra, gol de Jairzinho que, depois, jogaria no Esporte Clube Noroeste, e minha irmã cravando Brasil 4x1 Itália no vidro traseiro de um Ford.

Sempre houve as figuras que marcaram as Copas, seja o Pachecão em 1982, Arakem, o showman , em 1986 e por aí vai! Não há como esquecer as figuras dos grandes narradores: Geraldo José de Almeida, Osmar Santos, Luciano do Valle e Galvão Bueno, figura que criou jargões eternos, não há como dissociar Galvão das copas!

E as figurinhas? Quando criança, corria atrás das “carimbadas”, pois elas traziam consigo prêmios, queria a do Rivelino para que minha mãe ganhasse um jogo de canecas!

Atualmente, as figurinhas indicam uma obsessão pelo preenchimento do álbum, claro que as trocas na Banca da Ilda ou na Papelaria Tome Nota são encontros e conversas sobre favoritos ao título, se Neymar Jr. jogará a Copa, se o Brasil será hexa. A verdade é que a as copas sempre tiveram seus figurões, por mais que os dirigentes tentassem ser os expoentes, perdiam para um gol de Leônidas , de Gighia, de Garrincha, de Pelé, o maior de todos, de Romário, de Ronaldo, de Platini, de Messi ou de Maradona!

A copa de 1970 é exibida no dualismo política e futebol, para mim, são concomitantes, na série ‘A Saga do Tri’, na Netflix, não há como separar o esporte bretão da ideologia política! João Saldanha, o João Sem Medo, enfrenta os figurões que querem um Brasil deles e não de todos! Acredito no Hexa e quero acreditar nesta Pindorama Macunaímica, chamada Brasil!

Termino com mais uma das premissas de Neném Prancha, filósofo do futebol: “As copas foram feitas para o Brasil ganhar, as que o Brasil não ganhou, azar das copas!”.