Getulina - A Promotoria de Justiça de Getulina (120 quilômetros de Bauru) obteve, nesta quinta-feira (11), a condenação de uma mulher pela prática de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra o companheiro, com quem tinha um filho. A sentença foi fixada em 21 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa, com execução imediata da pena.
O crime ocorreu na cidade de Getulina, mas o julgamento se deu no plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Lins, para onde o processo foi desaforado por decisão do Tribunal de Justiça (TJ). Segundo o apurado, a ré mantinha um relacionamento extraconjugal com outro envolvido no assassinato e participou tanto do planejamento quanto da execução do crime.
Conforme reconhecido pelo Conselho de Sentença, ela atraiu a vítima para uma caminhada durante a madrugada. Naquela oportunidade, o outro réu atropelou o homem diversas vezes e, em seguida, desferiu pauladas que causaram sua morte.
Após o homicídio, os réus ocultaram o cadáver em uma cova aberta no quintal da residência de um deles, na cidade de Guaimbê, na tentativa de impedir a descoberta do delito. O corpo foi localizado posteriormente, após o trabalho investigativo das forças policiais. A vítima tinha 37 anos.
Os jurados acolheram integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público (MP), reconhecendo a autoria e materialidade dos fatos, bem como as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também reconheceram a responsabilidade da ré pela ocultação de cadáver. O coautor já havia sido julgado e condenado a 26 anos de reclusão.
A presidência da sessão de julgamento ficou a cargo da juíza de Direito Ana Flávia Jordão Ramos Fornazari, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Lins. Já a atuação em nome do MP se deu por meio do promotor de Justiça da Comarca de Getulina, Rodrigo Nunes Laureano.