28 de maio de 2026
PRÉ-CANDIDATO

Em Bauru, Haddad defende reforma da folha e fala sobre 6x1; VÍDEO

da Redação
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Mavi Bertotti
Fernando Haddad esteve em Bauru nesta quinta-feira

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo estadual Fernando Haddad esteve em Bauru nesta quinta-feira (28) para uma palestra e conversou com o JCNET sobre o fim da escala 6x1 e a eleição para o governo estadual. Durante a entrevista, Haddad afirmou que a redução da jornada de trabalho exigirá uma revisão dos impostos sobre a folha de pagamento e disse que a chamada “pejotização” tem acelerado mudanças nas relações trabalhistas e impactado a Previdência Social. Segundo ele, a discussão já estava prevista na agenda econômica do governo federal.

“Primeiro foi a reforma sobre o consumo, depois a reforma da renda e, em terceiro lugar, a reforma dos impostos sobre a folha. Isso já era uma necessidade e agora vai se tornar ainda maior”, afirmou. O ex-ministro destacou que a negociação sobre o fim da escala 6x1 envolve empregadores, trabalhadores e o Congresso Nacional. Para ele, o debate sobre a jornada de trabalho precisa considerar as transformações econômicas e sociais ocorridas desde a Constituição de 1988, que estabeleceu a carga semanal de 44 horas.

“Muita coisa mudou no mundo desde então. Temos que enfrentar esse debate com os cuidados devidos, mas é possível avançar”, declarou Haddad, atribuindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a condução das negociações. O ex-ministro também citou estudos do Ministério da Fazenda sobre a reforma da folha e afirmou que o avanço da “pejotização” exige novas soluções para garantir sustentabilidade ao sistema previdenciário. “Tudo somado, nós temos que ter um sistema mais confortável para todo mundo”, afirmou.

Pré-candidato ao governo de São Paulo, Haddad ainda criticou a situação fiscal do Estado. Segundo ele, o atual governo recebeu um caixa de R$ 26 bilhões livres e hoje teria cerca de R$ 5 bilhões, mesmo após a privatização da Sabesp. “A economia de São Paulo está crescendo pouco comparativamente ao País e isso preocupa. Nem com o apoio federal, o governador está conseguindo arrumar as finanças do Estado”, criticou.

Haddad também ressaltou medidas do governo federal para apoiar São Paulo, como a ampliação do financiamento do BNDES e a redução dos juros da dívida estadual com a União. Para ele, a situação financeira do Estado exige mudanças rápidas na gestão pública.