Houve um tempo em que por aqui tudo era calmo; até as estações eram bem definidas. O único barulho era o canto dos passarinhos, que gentilmente anunciavam o nova dia. Mas hoje, quando a cidade acorda, por volta das cinco da manhã, inicia-se um caos que mais parece um episódio da Corrida Maluca.
O trânsito da cidade é uma loucura à parte. Entre "barbeiragens", buzinas estridentes e acidentes evitáveis, o que se vê é a escassez de respeito.
A gentileza parece ter ficado no acostamento, dando lugar a uma sensação de "terra de ninguem" - ou melhor, um trânsito de ninguém.
Bauru é uma cidade que se expande par si só, cresce quase por um ímpeto próprio. Entre seus habitantes, misturam-se os itinerantes, atraidos pela vasta variedade de faculdades que pulsam par aqui. Contudo, às vezes sentimo-nos massacrados par esse crescimento desorganizado das grandes cidades, que acabarn perdendo sua característica de interior - daquelas onde o sorriso e o "born dia" eram ofertados sem pressa.
Hoje, andamos atentos, engessados, perplexos e, por vezes, humanamente desumanos. Mas ainda estamos aqui. Ainda há a possibilidade de retornarmos ao ponto onde nos perdemos, abrindo novas caminhos para o coração e permitindo que a vida siga mais leve.
Afinal, o coração da nossa cidade ainda pulsa!