Do mesmo modo que JC mudou se enquadrando em uma nova realidade passando de diário a semanal com maior número de paginas selecionando e mantendo o seu alto nível de publicações, fato que deve também ter ocorrido com todos os jornais regionais do pais, o colaborador avulso no qual me incluo também deverá compreender e ajustar-se.
É evidente que também houve mudanças nas edições dos grandes periódicos das capitais. Prova de meu enquadramento é esta matéria em que tratarei de dois assuntos.
Quanto ao primeiro, refiro-me à “Prova de Vida” que funcionários aposentados e pensionistas de órgãos oficiais estaduais como AFPESP, INSS e outros órgãos previdenciários são obrigados a fazer no mês em que fazem aniversário, sem o que ficarão sem receber os proventos do respectivo mês, causa que tem provocado incontáveis problemas nos minguados orçamentos familiares.
Como se diria “mais essa e só no outro mês?” Situação não fácil de gerenciar por ser o pouco que recebem.
A prova de vida que é procedida mediante a presença ou comparecimento do aposentado ou pensionista no órgão pagador, embora com uma burocracia atenuada, há tempos chegava ao absurdo da exigência da pessoa em cadeira de rodas, cama e mesmo certidão do Cartório Civil de que estava vivo.
Considerando-se que legalmente nenhum corpo humano é sepultado, enterrado ou cremado sem a respectiva Certidão de Óbito e, na última citação sem liberação de IBAMA, por que não se criar um sistema de comunicação direta cartório-previdência e vice versa dos óbitos ocorridos para a sustação do pagamento ou pensão?
O segundo assunto que reservei para esta matéria trata do sistema e período eleitoral em que estamos entrando e que em determinado dia terei que comparecer ao prédio da EE “Profa Mercedes Paz Bueno”- 023 Zona Eleitoral- Seção 0094 a fim de digitalmente votar em meus candidatos.
Tenho certeza absoluta de que este modo de votar será o último em minha nonagenária vida. Do mesmo modo estou convicto de que passados dois períodos eleitorais, em 2038 o voto será pelo celular.
Como vivemos em uma época de adaptações o sistema eleitoral também terá que se transformar facilitando o voto ao viajante, ao idoso, acamado.
O eleitor não mais precisará alterar sua viagem de trabalho ou turística a qualquer pais do mundo exercendo sua obrigação eleitoral dentro de determinado horário.
Voltando à minha justificativa inicial ressalto que o espaço gráfico diminuiu não somente para os colaboradores do Jornal da Cidade mas todos os colaboradores.