Um influenciador digital e dois funileiros foram presos nesta terça-feira, 12, durante uma operação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que apura o desmanche e a receptação de peças de uma BMW roubada em Franca no mês passado.
Segundo a Polícia Civil, os mandados de busca tinham relação com o roubo de uma BMW 320i branca levado no Residencial Dourados, na zona sul da cidade.
O crime aconteceu quando a vítima manobrava o veículo na garagem de casa e foi surpreendida por criminosos que saíram de uma área de mata. Durante a ação, a filha da vítima, que estava dentro do carro, foi retirada do automóvel.
Além da BMW, os criminosos levaram um celular, um smartwatch e duas correntes de ouro. Na ocasião, a Polícia Militar realizou buscas, mas ninguém havia sido preso.
Durante a operação desta terça-feira, investigadores localizaram diversas peças de BMW na residência do influenciador, no bairro Esplanada Primo Meneghetti.
Conforme a DIG, o suspeito alegou que os componentes pertenciam ao próprio veículo, que estaria passando por reparos após um acidente. No entanto, a versão apresentou inconsistências após análise dos policiais.
Ainda na casa, três motocicletas de alta cilindrada foram apreendidas para averiguação.
As investigações seguiram até uma oficina mecânica no Parque Progresso, onde o carro do suspeito passava por reparos. No local, os policiais identificaram peças compatíveis com a BMW roubada já instaladas no veículo.
Segundo a Polícia Civil, os dois funileiros presos teriam participado da desmontagem, armazenamento e instalação das peças provenientes do automóvel roubado.
Em outros endereços ligados aos investigados, a polícia também encontrou lanternas, portas e outros componentes automotivos da BMW.
De acordo com a investigação, um dos presos confessou ter ajudado na retirada de peças do veículo e afirmou ainda que recebeu orientação para remover sinais identificadores dos componentes, dificultando a identificação da origem ilícita.
Os três suspeitos foram encaminhados para a sede da DIG e autuados em flagrante por receptação dolosa, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Um quarto investigado chegou a ser ouvido, mas acabou liberado por falta de elementos suficientes para prisão em flagrante neste momento.
A Polícia Civil também pediu a prisão preventiva dos envolvidos e solicitou quebra de sigilo telefônico e telemático para aprofundar as investigações e identificar possíveis outros participantes do esquema.