12 de maio de 2026
EM PEDERNEIRAS

Suspeita de homicídio de companheiro é presa em operação conjunta

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Investigação da Delegacia de Pederneiras concluiu que morte da vítima decorreu de ação violenta por meio de golpe com barra de ferro, ocorrida no interior da residência, com continuidade até o quintal

Pederneiras - Nesta terça-feira (12), a Polícia Civil de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), durante uma operação conjunta com Polícia Militar (PM), prendeu preventivamente uma mulher suspeita de envolvimento no homicídio do seu companheiro, de 45 anos, ocorrido na madrugada do último dia 28 de março. Um primo dela, de 35 anos, já havia sido preso recentemente por suspeita de participação no crime.

Conforme divulgado pelo JCNET/Sampi, no dia dos fatos, José Cristovam de Souza Silva foi achado morto, com lesões na cabeça, em uma residência no Parque Paulista. A companheira dele, J.R., foi encontrada pela PM desacordada no sofá. Ao acordar, segundo o registro policial, apresentou comportamento confuso e agressivo, afirmando inicialmente que desconhecia o ocorrido.

Depois, chegou a sugerir que três indivíduos teriam invadido o local e agredido a vítima. Posteriormente, contudo, afirmou não saber se tal narrativa correspondia à realidade ou se teria sido fruto do estado de embriaguez em que se encontrava. De acordo com o registro policial, as investigações apontaram que, no dia do crime, José Cristovam ingeriu bebida alcoólica no imóvel com a mulher e o primo dela, F.O.B.S..

"Imagens de câmeras de monitoramento analisadas durante a investigação demonstraram a presença de F. no local no período em que o crime ocorreu, bem como sua interação com J. e com a própria vítima pouco antes dos fatos, além de sua saída da residência em momento compatível com o intervalo das agressões", cita a Polícia Civil em nota.

"Diante desse conjunto probatório, a investigação concluiu que a morte de José Cristovam decorreu de ação violenta por meio de golpe com barra de ferro, ocorrida no interior da residência, com continuidade até o quintal, havendo fortes indícios de que F. participou diretamente das agressões fatais e de que J. esteve inserida na dinâmica dos fatos, seja na execução ou em atos subsequentes relacionados ao crime".

A pedido da Polícia Civil, o investigado teve a prisão temporária decretada e foi preso no dia 6 de abril em ação que reuniu policiais civis e militares. A prisão dele foi convertida em preventiva no dia 5 de maio. Já a prisão preventiva da investigada foi solicitada à Justiça, segundo a Polícia Civil, para a "garantia da ordem pública e para assegurar a conveniência da instrução criminal". As investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica dos fatos.