13 de maio de 2026
AVENIDA COM RACHAS

Vídeo mostra momento de batida que matou universitária em Franca

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Batida terminou em morte de estudante de apenas 19 anos em Franca

As imagens do acidente que matou a universitária Anna Elisa Borges, de 19 anos, foram divulgadas mais de um mês após a tragédia e mostram o momento exato da colisão registrada na avenida Doutor Armando de Sales Oliveira, nas proximidades da entrada da Unifran (Universidade de Franca), em Franca.

No vídeo, é possível ver que o Chevrolet Celta onde Anna estava já terminava de atravessar a avenida quando é atingido violentamente por um Volkswagen Polo preto conduzido por Clovis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 20 anos. Com a força do impacto, um dos ocupantes chegou a ser arremessado para fora do veículo.

O acidente aconteceu no dia 29 de março e causou grande comoção em Franca e na região. Anna Elisa morreu ainda no local. Natural de Capetinga (MG), a jovem havia se mudado recentemente para Franca para cursar faculdade.

Laudo aponta excesso de velocidade

Segundo laudo pericial divulgado pela Polícia Civil, o Volkswagen Polo trafegava entre 83 km/h e 110 km/h antes da frenagem. No trecho onde ocorreu a colisão, a velocidade máxima permitida é de 30 km/h.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Davi Abmael, o documento confirma o excesso de velocidade, mas ainda não conclui se houve participação em um racha. As imagens e outros materiais apreendidos foram encaminhados para perícia complementar, que deve apontar se o motorista disputava corrida ilegal com outro veículo que aparece nas gravações.

Ainda conforme a investigação, exames clínicos realizados pelo médico legista apontaram que tanto o motorista do carro onde Anna estava quanto o condutor do Polo haviam ingerido bebida alcoólica antes do acidente.

Moradores cobram medidas de segurança

Na noite da batida, Anna e outros dois jovens teriam saído para comprar um lanche quando foram atingidos.

Moradores do Parque Universitário afirmam que o trecho registra com frequência motoristas em alta velocidade, principalmente entre quinta-feira e domingo. Após a morte da estudante, moradores voltaram a cobrar medidas de segurança, como instalação de lombadas, redutores de velocidade e reforço na fiscalização.

A Polícia Civil segue com o inquérito em andamento e aguarda a conclusão do laudo complementar que poderá confirmar ou descartar a suspeita de racha. Caso a hipótese seja confirmada, a responsabilização criminal do motorista pode ser agravada.