03 de maio de 2026
CULINÁRIA

Tilápia com molho tártaro

Por Sonia Machiavelli | especial para a Rede Sampi
| Tempo de leitura: 3 min

Ingredientes

Molho tártaro

O consumo da tilápia remonta ao Egito Antigo, atestam pinturas em tumbas e hieróglifos. O peixe era criado em tanques e seu consumo associado ao renascimento e à fertilidade. Alguns estudiosos aventam a hipótese de que a tilápia do Mar da Galileia foi a protagonista do milagre da multiplicação dos pães e peixes, o que lhe conferiu o apelido de "Peixe de São Pedro".

De certo é que este peixe, dos mais antigos na história da humanidade e um dos pilares da aquicultura moderna, é originário do Oriente Médio. Desse canto do mundo saiu para conquistar o paladar global, tornando-se um trunfo da indústria alimentícia graças à sua incrível capacidade de adaptação e ao perfil nutricional equilibrado. Sua ascensão não foi por acaso. Ele possui características biológicas que a explicam, como a resiliência, já que suporta variações de temperatura e níveis de oxigênio que seriam fatais para outras espécies; o crescimento rápido, alcançando peso ideal de abate em poucos meses; a sustentabilidade, pois quando criada de forma responsável, apresenta um dos menores índices de conversão alimentar, ou seja, quantidade de ração necessária para produzir 1 quilo de carne.

Na cozinha, é valorizado pela neutralidade: sua carne branca, firme e de sabor suave funciona como uma tela em branco para chefs e cozinheiros amadores. Pode ser grelhada, assada, frita ou preparada em ceviches e sashimis. O filé é prático por não possuir espinhas intramusculares complexas, tornando-se uma opção segura para crianças e idosos. É ótima fonte de proteína magra, e rico em selênio, fósforo e vitaminas do complexo B.

O Brasil consolidou-se como um dos maiores produtores mundiais. O clima tropical e a abundância de recursos hídricos transformaram regiões como o Oeste do Paraná em polos tecnológicos de produção. Hoje, a tilápia não é apenas um item da cesta básica brasileira, mas também um produto de exportação que movimenta bilhões na economia.

Seja em uma moqueca rápida de dia de semana ou em um preparo mais elaborado com crosta de ervas, a tilápia prova que a simplicidade, aliada à eficiência produtiva, é a chave para alimentar um mundo em constante crescimento.

Na foto acima, temos filés de tilápia fritos, acompanhados por molho tártaro e batatas cozidas passadas na manteiga.

O segredo para obter filés sequinhos é empaná-los numa mistura de farinha de trigo e fubá, temperada com pitada de sal, antes de fritá-los em óleo quente ou, o que é mais saudável, na fritadeira elétrica, capaz de nos devolver um lindo filé dourado e crocante em poucos minutos.  O forno tradicional também dá conta desse recado, quando não se deseja que a cozinha inteira e até o resto da casa fiquem com cheiro de peixe depois da imersão em gordura quente.

Use filés congelados, facilmente encontrados nos supermercados. Espere que descongelem naturalmente. Seque-os então com papel toalha, para que o líquido seja todo absorvido. Tempere com sal, caldo de meio limão e pimenta se gostar. Deixe marinar por quinze minutos. Num prato raso misture a farinha, o fubá, a pitada de sal. Passe os filés por essa mistura, pressionando-os dos dois lados. Coloque-os na fritadeira (Airfryer) por oito minutos, temperatura alta. Na metade do tempo, vire para dourar do outro lado. Não coloque um filé sobre o outro; asse-os aos poucos para que fiquem crocantes e dourados.

Retire para uma travessa e sirva com o molho tártaro e batatas cozidas, passadas rapidamente em frigideira onde se tenha aquecido manteiga com um fio de azeite para não queimar.

Para o molho tártaro, basta misturar os ingredientes, colocar em molheira e deixar na geladeira por uma hora ao menos, antes de servir.