Reginópolis - O Ministério Público (MP) denunciou, nesta terça-feira (28), R.C.S., causador de um grave acidente que provocou a morte de cinco pessoas de uma mesma família na véspera do Natal de 2025, em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru). Ele está preso desde a última sexta-feira (24), quando teve prisão temporária decretada pela Justiça. Além da responsabilização criminal, a Promotoria de Justiça de Pirajuí pede a fixação de uma reparação mínima pelos danos causados no montante de R$ 5 milhões, a ser direcionada aos parentes das vítimas.
Para os promotores de Justiça Paula Coube e Nelson Febraio Junior, R.C.S. cometeu homicídios com as qualificadoras de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas, na modalidade de dolo eventual (quando o autor não deseja diretamente um resultado criminoso, mas prevê que ele pode acontecer e age mesmo assim, aceitando ou assumindo o risco de produzi-lo).
De acordo com investigações, o crime ocorreu na noite de 24 de dezembro de 2025, quando o denunciado conduzia uma BMW - veículo de alto padrão -, em altíssima velocidade, e após ingerir bebidas alcoólicas, e colidiu violentamente na traseira de um automóvel ocupado por cinco integrantes de uma mesma família na rodovia Hilário Spuri Jorge (SP-331), que liga Reginópolis a Iacanga.
O impacto foi tão intenso que parte das vítimas foi arremessada para fora do carro, enquanto o veículo atingido pegou fogo após explosão. Morreram no acidente o casal Luís Carlos de Souza Pinheiro, 36 anos, e Paula Daniela Martins, 45, os filhos Luís Otávio, 12, e Felipe, 4, e a professora de Educação Infantil da Secretaria de Educação de Iacanga e irmã de Paula, Dulcinéia Aparecida Martins Lozano, 54 anos.
Testemunhas relataram à Polícia Civil que, momentos antes da colisão, o motorista já dirigia de forma extremamente perigosa, realizando ultrapassagens arriscadas, inclusive em local proibido, e colocando outros condutores em risco. Após o acidente, verificou-se que o velocímetro do veículo marcava cerca de 205 km/h, além da confirmação de ingestão de álcool pelo próprio acusado.
Na denúncia, o MP aponta que a conduta foi marcada por extrema imprudência e elevado grau de reprovabilidade, destacando que o motorista dirigia em velocidade incompatível com as condições da via. Se a denúncia for aceita pela Justiça, uma ação penal será ajuizada e R.C.S. se tornará réu.