Lençóis Paulista - O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CBH-RL), por meio da Câmara Técnica, divulgou dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) sobre a segurança hídrica na bacia do rio Lençóis publicados em 2025 (ano-base 2024) com o objetivo de monitorar disponibilidade e qualidade dos recursos hídricos na região.
Os Índices de Segurança Hídrica (ISHs) avaliam a capacidade das bacias de assegurar água em quantidade e qualidade adequadas aos usos humanos e ambientais, no presente e em longo prazo, considerando riscos de escassez, poluição e limitações de acesso para abastecimento público, geração de energia e manutenção das vazões.
A metodologia incorpora variáveis relacionadas à ocorrência, frequência e intensidade de eventos hidrológicos extremos, abrangendo condições de escassez e excesso hídrico. Inclui eventos como secas, associadas a déficits prolongados de precipitação, e eventos de cheias decorrentes de chuvas intensas, com potenciais impactos hidrológicos, ambientais e socioeconômicos.
Na atualização mais recente, os municípios da bacia do rio Lençóis apresentam a seguinte classificação nos ISHs: Agudos (nível médio), Borebi (nível alto), Lençóis Paulista (nível médio), Macatuba (nível médio), Areiópolis (nível baixo), São Manuel (nível baixo) e Igaraçu do Tietê (nível médio).
Na dimensão ecossistêmica, que avalia a qualidade da água e a carga poluidora de efluentes urbanos, Borebi, Macatuba e Igaraçu do Tietê foram classificados em nível alto; Agudos e Lençóis Paulista em nível médio; e Areiópolis e São Manuel em nível mínimo, indicando maior pressão sobre os sistemas hídricos.
Os resultados, de acordo com o Comitê, indicam redução do grau de vulnerabilidade na maior parte dos municípios, refletindo melhoria nos indicadores de segurança hídrica ou ambiental. "Esse avanço está associado à gestão regional de recursos hídricos, ao aprimoramento de medidas de controle de riscos e a intervenções voltadas à resiliência dos sistemas de abastecimento", ressalta em publicação no Facebook.
"De forma consolidada, observa-se avanço na segurança hídrica da bacia, com redução das vulnerabilidades relacionadas à disponibilidade de água e a eventos extremos. Em 2016, todos os municípios apresentavam vulnerabilidades segundo os ISHs; a partir de 2021, verifica-se melhora progressiva dos indicadores".
As novas atualizações do ISH pela ANA, segundo o órgão, devem contribuir para a comparação das evoluções dos índices e o aprimoramento das estratégias regionais de gestão de riscos hidrológicos e ambientais, via CBH-RL, na bacia do rio Lençóis.
O vice-presidente do Comitê, o gestor ambiental e vereador de Borebi Helton Grava Falconério, destaca que esses resultados consolidam, de forma efetiva, o trabalho de gestão regionalizada da bacia do rio Lençóis e viabilizam a revisão do Plano de Gerenciamento da bacia hidrográfica entregue ao Ministério Público (MP) em 2020 com vistas à melhoria dos índices por meio da participação dos municípios.