01 de abril de 2026
DE ONDE SAIU?

Mistério da mala com R$ 1 milhão que saiu de Bauru

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Passados quase dois meses desde a apreensão de uma mala com mais de R$ 1 milhão na casa de um sargento da Polícia Militar, o caso continua cercado de dúvidas, e um dos pontos ainda sem resposta envolve Bauru. A cidade foi citada como local de origem do dinheiro, cuja procedência segue sem esclarecimento.

A quantia, no valor de R$ 1.180.000,00 em espécie, foi encontrada durante uma operação realizada em 4 de fevereiro pela Polícia Militar, na residência do sargento Nereu Aparecido Alves, preso sob suspeita de atuar na segurança particular de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, empresário do setor de transportes investigado por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o site Metrópoles, o empresário Ricardo Barnabé protocolou pedido junto à Corregedoria da Polícia Militar para reivindicar a posse do montante apreendido. Na petição, ele afirma ser o proprietário do dinheiro e sustenta estar à disposição da Justiça Militar e do Ministério Público para apresentar documentos que comprovem a origem lícita dos valores.

O ponto que ainda alimenta o mistério é o depoimento prestado pelo sargento. Durante interrogatório, Nereu afirmou que Barnabé, a quem chamou de “atual patrão”, teria solicitado que ele buscasse a mala com dinheiro e documentos em Bauru um dia antes da operação policial. Segundo o relato, o policial deveria manter a quantia em sua residência, na capital paulista, até o dia seguinte, quando foi deflagrada a operação que o prendeu.

Até o momento, porém, não houve esclarecimento sobre a origem exata do dinheiro em Bauru, tampouco sobre de onde os valores teriam saído ou qual seria o destino final da mala. A ausência dessas respostas mantém Bauru no centro das dúvidas do caso.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que “todas as circunstâncias relacionadas aos fatos são investigadas por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar, o qual tramita sob sigilo. O agente citado permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes”.