01 de abril de 2026
SEMANA SANTA

Páscoa aquece vendas e exige cuidado com pescados

da Redação
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Imagem gerada por IA

 Faltando apenas quatro dias para a Páscoa, já em plena Semana Santa, o comércio registra aumento na procura por chocolates e pescados, enquanto órgãos de saúde reforçam o alerta para os cuidados na compra e no preparo dos alimentos típicos do período. A expectativa é de crescimento nas vendas, mesmo diante da alta de preços em itens tradicionais da data.

Levantamento do Instituto Locomotiva revela que 90% dos brasileiros pretendem comprar produtos relacionados à Páscoa neste ano, o equivalente a cerca de 148 milhões de consumidores. O índice representa alta de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior, quando 86% manifestaram intenção de compra.

Apesar do forte apelo comercial, o preço segue como principal fator de decisão. Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados consideram o valor dos ovos de Páscoa injusto quando comparado às barras de chocolate de peso semelhante. Ainda assim, 69% dos consumidores afirmam que vão comprar chocolates para presentear, enquanto 67% pretendem adquirir produtos para consumo próprio.

Os ovos continuam liderando a preferência, sobretudo entre as crianças, com 68% das intenções de compra. Entre os adultos, há equilíbrio entre ovos de Páscoa e chocolates em formatos tradicionais. O estudo também aponta crescimento da preferência por produtos artesanais, escolhidos por 68% dos entrevistados, fortalecendo pequenos produtores e microempreendedores.

Nos supermercados paulistas, a previsão é de aumento de 2,7% nas vendas da cesta de Páscoa, segundo levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas  (Fipe). O avanço é impulsionado pela melhora no mercado de trabalho e pelo aumento da renda real das famílias.


Entre os itens tradicionalmente consumidos no período, alguns produtos apresentam queda significativa nos preços, ajudando a amenizar o impacto sobre o bolso do consumidor. É o caso do azeite de oliva, com recuo superior a 22% nos últimos 12 meses. Também registraram redução as frutas da estação (-11,38%), a batata (-13,62%), os ovos (-12,24%) e o queijo muçarela (-8,05%).

Por outro lado, alguns produtos pesam mais no bolso do consumidor. O chocolate acumula alta de 20% nos últimos 12 meses, reflexo da valorização do cacau no mercado internacional. Já os pescados, bastante consumidos durante a Quaresma e a Semana Santa, também registram aumento, com destaque para o bacalhau (8,58%), cação (11,16%) e pescados em geral (9,13%).

Com o aumento da demanda por peixes e frutos do mar nesta reta final para a Páscoa, a Vigilância Sanitária orienta os consumidores a redobrarem a atenção para evitar intoxicações alimentares.

A recomendação é observar sinais que indiquem frescor, como carne firme, escamas aderidas à pele, olhos brilhantes, guelras avermelhadas e odor suave. Produtos com cheiro forte, semelhante ao de amônia, ou sem refrigeração adequada devem ser evitados.

Em casa, o pescado deve ser armazenado imediatamente sob refrigeração. O peixe cru deve ser consumido em até 24 horas, enquanto o alimento cozido pode ser mantido por até três dias na geladeira. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sempre sob refrigeração.