Há ausências que o tempo não cura — apenas ensina a conviver. Há nomes que não se apagam — se eternizam no coração. E há pessoas que não passam pela vida… deixam marcas profundas, eternas, sagradas.
Hoje, a lembrança de minha mãe, Dona Sálua Mauad Camera não vem apenas com saudade. Vem com um misto de amor, gratidão e uma dor silenciosa que ainda insiste em ficar.
Oito anos se passaram… e ainda parece impossível aceitar que uma presença tão forte, tão doce e tão essencial tenha partido.
Uma mãe não é apenas quem gera — é quem forma, protege, aconselha, acolhe. E ela foi tudo isso… e mais. Foi abrigo nos dias difíceis, foi sorriso nos dias comuns, foi força quando tudo parecia desmoronar.
Uma mulher especial, daquelas raras, que deixam no mundo muito mais do que palavras conseguem descrever. A inconformação ainda existe — porque perder uma mãe assim não é algo que se "supera". É algo que se carrega.
No peito, na memória, nas atitudes que aprendemos com ela, nos valores que continuam vivos.
Mas junto com a dor, há também a glória. A glória de ter tido ao lado uma mulher extraordinária. A glória de carregar seu nome, sua história e seu legado. A glória de saber que, mesmo ausente aos olhos, ela permanece viva em cada lembrança, em cada ensinamento, em cada gesto de amor que continua ecoando.
Mamãe não se foi por completo. Ela vive em tudo aquilo que construiu — e principalmente, em quem ela ajudou a formar. E, assim, entre lágrimas e saudade, fica uma certeza: O amor de mãe não morre.
Ele apenas muda de lugar… e passa a viver dentro de nós, para sempre.