Empresas instaladas nos distritos industriais de Bauru têm enfrentado aumento nos casos de furtos, principalmente de cabos, fios, equipamentos de iluminação e até veículos. Diante da situação, entidades empresariais, como o Ciesp, e o poder público intensificam o diálogo com as forças de segurança e reforçam o apelo para que os crimes sejam formalmente registrados.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação (Sedecon), responsável pelos Distritos Industriais, informou que acompanha o cenário e mantém contato permanente com a Polícia Militar, responsável pelas ações de segurança pública. Entre as medidas adotadas está a implantação do programa Muralha Paulista, em parceria com o Governo do Estado, com o objetivo de ampliar o monitoramento e reforçar a segurança no município.
Segundo a diretora titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) - regional de Bauru, Gisela Casarin Fedel, durante entrevista no Programa 360°, uma parceria da 96FM com o JC/JCNET, os furtos têm crescido desde o início do ano passado. "Temos dialogado com a Polícia Militar sobre ocorrências envolvendo furtos de cabos, fios e até veículos nos quatro distritos industriais, que apresentaram aumento significativo", afirmou.
Apesar da frequência dos relatos, a dirigente alerta que muitas empresas não registram boletins de ocorrência, o que compromete o trabalho das autoridades. "A Polícia Militar precisa desses registros para gerar estatísticas e, assim, justificar e planejar ações mais efetivas", explicou. Uma nova reunião entre Ciesp, Polícia Militar e empresários deve ser agendada para discutir soluções.
De acordo com o Ciesp, os crimes têm ocorrido, em sua maioria, nas áreas externas das indústrias, com a subtração de equipamentos como refletores e holofotes. Além dos prejuízos financeiros, as ocorrências podem provocar danos estruturais, como curtos-circuitos e falhas em sistemas de segurança, incluindo alarmes e cercas elétricas.
A Polícia Militar também destaca que o número reduzido de registros oficiais dificulta a mensuração real do problema e prejudica o planejamento estratégico de policiamento. O major Norberto Marsola Filho, coordenador operacional do Batalhão de Caçadores da PM em Bauru, durante entrevista no Programa 360°, ressalta que o policiamento preventivo depende diretamente das informações fornecidas pela população.
"O policiamento comunitário busca aproximar a Polícia Militar da sociedade para atuar de forma preventiva. A análise dos boletins de ocorrência e das informações repassadas permite identificar as áreas com maior necessidade de reforço policial", explicou.
Segundo o oficial, o aumento de registros em determinada região leva à intensificação do patrulhamento. Ele também destacou a atuação conjunta com a Polícia Civil para identificação e prisão dos autores dos crimes, reforçando que a participação da sociedade é essencial.
O Ciesp Bauru reafirma o compromisso com a segurança e o desenvolvimento industrial da cidade e solicita a colaboração das empresas na formalização das ocorrências, medida considerada fundamental para ampliar a eficácia das ações de combate à criminalidade nos distritos industriais.