O outono brasileiro começou às 11h45 desta sexta-feira (20) e seguirá até o dia 21 de junho, com um prognóstico que voltará a preocupar o abastecimento de água em Bauru, devido à redução das chuvas e da umidade relativa do ar. As temperaturas devem cair, mas não de forma brusca, segundo o IPMet.
A chuvarada na cidade, entre dezembro e março, teve um grande volume total que chama a atenção: 1.135,9 milímetros, segundo o IPMet. Isso garantiu água nas torneiras neste período, sem racionamento, porém, de nada servirá no outono, devido ao fato de a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Batalha ainda não ter formas de armazenar o líquido excedente. O DAE informou que iniciou o desassoreamento (leia mais abaixo).
Responsável pelo abastecimento de aproximadamente 100 mil bauruenses, o Rio Batalha tinha sua régua, nesta sexta-feira, a 3,47 metros, acima dos 3,20 metros considerados ideais. De acordo com o Centro de Meteorologia da Unesp (IPMet) de Bauru, as temperaturas durante os quatro meses de outono, levando em consideração os anos de 2025, 2024 e 2023, ficam entre 13 e 20 graus de média mínima e entre 24 e 34 graus de média máxima.
DIAS CURTOS
Considerada estação de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, é no outono que os dias se tornam mais curtos e as noites mais longas, especialmente com a chegada de massas de origem polar. Nas tardes, a umidade relativa do ar tende a diminuir, o que pode impactar a saúde da população, exigindo maior atenção com a hidratação e cuidados com problemas respiratórios.
DESASSOREAMENTO
Por meio de dispensa de licitação, a Prefeitura de Bauru contratou a empresa Allonda Ambiental Ltda, de Barueri, para realizar o desassoreamento do Rio Batalha. O valor total é de R$ 6,7 milhões. O detalhamento dos serviços ainda não foi divulgado pelo departamento.
O DAE também adquiriu uma escavadeira hidráulica anfíbia para atividades de limpeza, desassoreamento e manejo da lagoa de captação, do canal principal do Rio Batalha e de seus afluentes. A medida é considerada essencial pela autarquia para evitar que a lagoa volte a sofrer com o assoreamento. O valor do equipamento foi de R$ 2 milhões.
Já a empresa Hidrosan Engenharia S/S Ltda, de São Carlos, será responsável pela elaboração de diagnóstico e prognóstico para a melhoria da qualidade da água tratada e distribuída no setor da ETA. A contratação foi feita por inexigibilidade de licitação, pelo valor de R$ 714 mil.