A vice-presidente estadual do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/SP), Andréia de Almeida Ortolani, denuncia que estaria sofrendo perseguição interna através da presidente da entidade, Camila Camargo Moreno, desde o início da gestão 2024-2026. A acusação é refutada pela presidente do CAU (leia mais abaixo).
A vice-presidente, que é de Bauru, relata dificuldades institucionais para exercer suas funções, como falta de estrutura administrativa, ausência de assessoria e restrições para participação em agendas institucionais.
"Já enviei vários e-mails para a presidente pedindo para contratar uma assessoria e não tenho resposta. Não tenho assessoria, nem espaço físico, mesa e cadeira para eu ficar no CAU e desenvolver as atribuições que são da vice-presidência".
Segundo Andréia, processos administrativos infundados teriam sido abertos pela presidência contra ela, com acesso aos mesmos cerceado, fato que teria prejudicado sua defesa e a fez entrar com mandado de segurança.
De acordo com o advogado José Clemente Rezende, mesmos os processos foram reabertos. "Está faltando pouco tempo para o fim do mandato delas, uns 9 meses. Por que insistir? Se ela não estivesse perseguindo, não tivesse aí uma vingança pessoal, ela deixaria isso lá", frisa o advogado.
Posição da presidência
A presidência do CAU/SP, por sua vez, nega as acusações. "A vice-presidente Andréia de Almeida Ortolani participa regularmente de atividades do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, como reuniões do Conselho Diretor, do Fórum de Comissões, da Plenária Ordinária do CAU/SP, da Comissão de Organização e Administração (COA - CAU/SP) e da Comissão de Patrimônio Cultural (CPC - CAU/SP), com todo o suporte necessário e os mesmos direitos que os conferidos aos demais conselheiros e conselheiras integrantes dessas instâncias", informa Camila Camargo Moreno, por meio de nota.
A entidade ainda afirma que a vice-presidente "esteve presente em diversos eventos organizados pelo CAU/SP e por parceiros e sua presença se deu em decorrência de convocações realizadas pela Presidência. Portanto, não procede a acusação de cerceamento de ações, coerção e perseguição apresentada. A vice-presidente se fez presente de forma intensa na sede do Conselho e em suas atividades em todos os meses de seu mandato".
Sobre a abertura injustificada de processos administrativos, a nota informa que as denúncias foram feitas por funcionários e/ou conselheiros e conselheiras do CAU/SP à luz de normas internas do Conselho, como o Regimento Interno e o Código de Conduta. A tramitação de uma denúncia desse caráter envolve a Ouvidoria do CAU/SP, a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho (CED-CAU/SP) e a Comissão de Sindicância instaurada para esse fim", destacou a entidade.