Os advogados do ex-presidente da Apae Bauru Roberto Franceschetti Filho, sentenciado em outubro de 2025 a 22 anos e seis meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da ex-secretária-executiva da entidade Claudia Lobo, aguardam o julgamento de segunda instância no Tribunal de Justiça de São Paulo para pedir a anulação do júri. Esta fase deve ocorrer no meio do ano. A defesa é composta por Leandro Pistelli, Vanessa Mangile e Lucas Martins. De forma subsidiária, os advogados de Roberto também tentarão, junto ao desembargador do Tribunal, a diminuição da pena.
O foco principal da Justiça em segunda instância é reanalisar o mérito, as provas e a aplicação do direito de forma colegiada, podendo manter, reformar ou anular decisões. Segundo Leandro Pistelli, a defesa entende que, durante o interrogatório de Roberto, a Promotoria fez uma pergunta sem obedecer às formalidades legais. “Em razão disso, recorremos para tentar anular o júri. O interrogatório de um acusado é um ato de defesa e a lei determina algumas formalidades a serem seguidas e, no nosso entendimento, isso não ocorreu”, explica Pistelli ao JCNET.
Depois da condenação no Tribunal do Júri, em 10 de outubro de 2025, Roberto Franceschetti Filho ficou até 22 de outubro no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e, depois, foi transferido novamente para o CDP 2 de Guarulhos, onde está atualmente.
O ex-funcionário do almoxarifado da Apae Dilomar Batista também julgado no mesmo processo. Ele foi condenado a 1 ano e 6 meses de reclusão em regime aberto, com substituição por duas penas restritivas de direito consistentes na prestação pecuniária em favor de uma entidade beneficente, no valor de um salário mínimo, além da prestação de serviços à comunidade. O advogado dele, Thiago Tezani, frisou à época que Dilomar considera a pena justa e não irá recorrer.
Roberto e Dilomar ainda deverão pagar, de forma solidária, R$ 100 mil de indenização por danos morais a Letícia Lobo, filha de Claudia.