21 de março de 2026
COBRANÇA

Diretores de escolas municipais de Bauru denunciam invasões

Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação

Diretores das escolas municipais de Ensino Fundamental de Bauru divulgam uma Carta Aberta na qual denunciam o aumento de invasões, furtos e atos de vandalismo nas unidades escolares e cobram medidas da administração municipal para garantir segurança nos prédios. Segundo o documento, atualmente as escolas não contam com vigilância nem monitoramento, o que, na avaliação dos gestores, tem deixado os espaços “fragilizados e inseguros”.

De acordo com os diretores, os episódios têm se tornado cada vez mais frequentes. Eles afirmam que, sem um sistema de proteção, invasões que antes eram tratadas como risco passaram a integrar a rotina de algumas escolas públicas.

No texto, os gestores reconhecem que o problema não começou na atual gestão municipal, mas destacam que o tema foi apresentado como bandeira política e promessa de campanha. Eles também lembram que, em julho de 2025, o Poder Executivo cancelou um processo licitatório que previa a contratação de vigilância patrimonial para prédios públicos municipais. Desde então, segundo a carta, não houve sinalização de um novo encaminhamento para a contratação do serviço.

Enquanto isso, conforme relatam, equipes escolares têm se mobilizado para manter o funcionamento das unidades. A carta afirma que diretores têm utilizado recursos públicos para reparar danos causados por depredações, a fim de garantir condições mínimas de funcionamento.

Os gestores também apontam impactos administrativos e pedagógicos decorrentes da situação. Além do custo financeiro, o processo burocrático para reparos, segundo eles, gera desgaste e consome tempo da gestão escolar que poderia ser dedicado ao acompanhamento das atividades pedagógicas e ao aprimoramento do ensino.

No documento, os diretores citam ainda que a oferta de espaços escolares seguros faz parte dos direitos de crianças e adolescentes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e na Constituição Federal de 1988, que estabelece o princípio da dignidade humana como base do Estado.

Outro ponto destacado na carta é a tentativa de diálogo com a administração municipal. Os diretores afirmam que aguardam o agendamento de uma reunião com o Poder Executivo desde 5 de janeiro de 2026, quando enviaram um e-mail à Secretaria Municipal da Educação solicitando um encontro para discutir a segurança nas escolas. Sem resposta, um novo pedido foi encaminhado em 28 de fevereiro, desta vez assinado pelos diretores das escolas municipais de Ensino Fundamental.

“Nosso tema é o futuro e a segurança das nossas escolas”, afirmam os gestores no documento, acrescentando que seguem aguardando retorno do poder público.

O JCNET entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura para um possível posicionamento do governo, mas ainda não obteve retorno.