22 de fevereiro de 2026
TRAGÉDIA EM RIFAINA

Lancha voltava de bar flutuante quando bateu em píer

Por Hevertom Talles e Laís Bachur | de Rifaina
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

O que era para ser apenas um deslocamento entre amigos pela represa terminou em tragédia na noite deste sábado, 21, em Rifaina. Uma lancha com 15 ocupantes colidiu contra um píer durante a navegação noturna, tombou e deixou seis mortos, entre eles uma criança. Nove pessoas sobreviveram. As vítimas são todas de Franca.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o pelotão de Sacramento foi acionado por volta das 22h30 para atender a ocorrência. Quando as equipes chegaram, os sobreviventes já haviam sido retirados da água por populares e pela Guarda Civil Municipal de Rifaina. As vítimas que morreram também já tinham sido resgatadas por um mergulhador que estava na região.

Segundo relato do sargento Vicente de Paula Teixeira Júnior, responsável pela ocorrência, o grupo saía de um bar flutuante e seguia em direção a um rancho na região quando ocorreu a colisão. Conforme os sobreviventes, durante o deslocamento a embarcação atingiu um píer que, a princípio, não possuía sinalização nem iluminação. A batida foi descrita como frontal e provocou o tombamento da lancha.

Entre os 15 ocupantes estava o piloto da embarcação. Até o momento, as autoridades confirmaram apenas o primeiro nome das vítimas. Seis pessoas morreram: Juliana, Viviane, Wesley, Erica, Marina e  Bento, de apenas 3 anos.

Segundo os bombeiros, três das pessoas que morreram utilizavam colete salva-vidas. De acordo com os relatos colhidos no local, elas teriam ficado presas sob a embarcação após o tombamento e não conseguiram sair a tempo. Apenas três dos 15 ocupantes estariam usando coletes no momento do acidente.

Os sobreviventes — Diego, Débora, Diane, Ítalo, Cleber, Larissa, Lara e Arthur — estavam em estado de choque, o que dificultou a coleta de informações mais detalhadas sobre as circunstâncias da colisão, como eventual velocidade da lancha no momento do impacto.

Há a informação de que o piloto não possuía habilitação náutica (Arrais-Amador), documento exigido para condução de embarcações de esporte e recreio. No entanto, o Corpo de Bombeiros informou que essa confirmação dependerá da investigação oficial.

A perícia da Polícia Civil foi acionada e peritos de Araxá se deslocaram até o local para apurar as circunstâncias do acidente, incluindo as condições do píer, a eventual falta de sinalização e iluminação e a condução da embarcação. O atendimento contou com apoio de militares de Sacramento e do batalhão de Uberaba.

Segundo o Corpo de Bombeiros, acidentes com essa gravidade são raros na região. As causas do acidente seguem sob investigação.