Pelo meu tempo de vida, um pouco mais de nonagenário e quase meio século de aposentadoria, talvez devesse ficar calado curtindo a família, parentes, amigos e gozando o imprevisível tempo por vir.. Mas como eu continuo frequentando uma escola não conseguindo enclausurar minhas ideias e sentimentos quando vejo algo errado , faltando ou incompleto, felizmente, ao contrário fico pensando naquilo e como poderia colaborar.. Talvez o caro leitor esteja espantado e conjecturando qual escola de Bauru que eu poderia estar frequentando aceitando minha matrícula. Vou esclarecer satisfazendo a curiosidade porque, certamente, haverá muitos interessados. É a escola da sociedade e do mundo confirmando aquele ditado popular e sábio que afirma “quanto mais se vive mais se aprende”. A tão decantada e preocupante educação é um processo contínuo que tem início na família com os pais e agregados, formalmente nos vários níveis de escolas, instituições e informalmente na convivência social através dos meios de comunicação, tanto para o bem como para o mal. Afirmo certamente causando espanto de que o meu prato predileto, apesar de minhas proibições alimentares é a educação deixando de preocupar-me somente quando minha cabeça não permitir ou corresponder à auto interrogações. Fala-se muito em educação, esse único processo para a formação do homem, da sociedade, progresso de um pais e, no entanto não se sai da teoria para o concreto a fim de se chegar ao estágio ou nível desejado. Não se leva em conta de que ela tem que ser norteada, estimulada, incentivada, modelada. O único meio de se conviver com o homem ideal, desejável, presente e atuante em sua formação será através da educação que leva longo tempo. Nós, do presente 2026 somos o fruto de uma educação passada. Ela é o único meio e caminho para atingir o nível ideal para se viver e o desenvolvimento de um país. É um “elevador”. Não há outro. Todas as pessoas esclarecidas, autoridades e políticos sabem disso. Estão cansados de saber. No entanto, pouco se faz para mudar o quadro. Torna-se desnecessário citar e reiterar as carências, no entanto ressalto a aviltante remuneração do professor., em nível nacional. Chega-se à conclusão de que a presença ou existência do professor incomoda. Que bom quando não se precisar mais dele, o incômodo professor. Talvez pensem que a IA poderá substitui-lo.. Após estas divagações vou ater-me ao título desta matéria. A primeira sugestão refere-se à criação de quatro cargos para psicólogos e igual número para assistentes sociais a serem preenchidos por concurso de provas e títulos. E que sejam lotados em escolas setoriais, no ambiente escolar, selecionadas considerando-se determinados fatores e não na Secretaria. É inconcebível um professor trabalhar “às escuras” sem conhecer a família do aluno. Botucatu já nos antecedeu há muito. Lembro-me da criativa diretora de uma escola municipal de nossa cidade que instalou próximo à diretoria uma caixa para os alunos intitulada “Meu segredo, quero ajuda”. Segunda sugestão. Que quando uma escola similar do norte, nordeste ou outra região do pais pontuar seu nível de ensino em ranking mundial como tem acontecido, que a Secretaria da Educação do Município envie comissão de três educadores, diretora, coordenadora e professora para conhecimento de como se desenvolve a educação naquela unidade. Deixe-se o egoísmo de lado; vamos copiar para crescer. Isso não pode ser considerado como gasto mas investimento em educação. Pesquisei encontrando algumas, “Escola de Referência em Ensino Fundamental Evandro Ferreira dos Santos”, Cabobró (30.294 habitantes) PE; “Escola Municipal Professora Adolfina J.M. Diefenthaler”, Novo Hamburgo (227.732 habitantes RS. Quais seriam os objetivos de uma visita: reaprender, enriquecimento de experiências, copiar, melhorar o nível de ensino. Talvez não seja preciso ir tão longe pois em nosso estado também há escolas municipais similares àquelas. Sejamos humildes e pesquisadores para uma escola condizente e que também inspire. Sim, NÓS PODEMOS.