11 de fevereiro de 2026
OPINIÃO

Relógio do Juízo Final

Por Roberto Barbieri | O autor é colaborador de Opinião
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar do simbolismo criado pelos cientistas em 1947, estimulados pelos eventos iniciais de grande porte da energia atômica, a situação deste relógio apocalíptico virtual é bastante real, pois após o estimulo inicial, o que vimos é uma caminhar bem mais realista para um processo de extinção dos sistemas vitais ditos civilizados, tal como os conhecemos.

Senão, vejamos, temos os seguintes acréscimos ocorridos nos últimos 80, 60, 40, 30 anos, de forma geométrica, tais como: aumento gigantesco da população consumista, consumo de energias e outros recursos não renováveis, geração de uma quantidade enorme de resíduos e poluidores, físicos, químicos, líquidos, sólidos e gasosos, alterações climáticas provocadas por ação humana, mudança dramática da estrutura da cobertura da crosta terrestre, alteração da vegetação com devastação e criação de enormes monoculturas, mudanças genéticas de plantas e animais, colocação da base da vida humana em complexos assemelhados a granjas, confinados, granjas estas que se tornaram a base da habitação e da alimentação.

Sem o sistema de granjas hoje e todas as suas consequências já não é possível a vida humana e a produção de alimentos para esta vida. Entre as consequências destaque-se o enfraquecimento geral, a disseminação de doenças e pragas, com a necessidade cada vez mais de defensivos e remédios de controle.

Junto com a marcha do relógio, inexorável, há claras evidências da impossibilidade de reversão do quadro instalado.

Para quem quiser conhecer mais sobre o assunto e ver opiniões lastreadas de forma científica, basta acessar os sites: https://thebulletin.org/doomsday-clock/ e https://pt.wikipedia.org/wiki/Rel%-C3%B3gio_do_Ju%C3%ADzo_Final