Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que os homicídios e os latrocínios registrados no interior de São Paulo alcançaram, no ano passaado, os menores níveis desde o início da série histórica, em 2001. Tal conquista é reflexo das ações de monitoramento e análise criminal conduzidas pelo programa SP Vida.
No acumulado do ano, os homicídios dolosos caíram de 1.572 casos em 2024 para 1.447 em 2025, redução de 125 ocorrências, equivalente a 7,95%. Os latrocínios — roubos seguidos de morte — passaram de 80 para 56 registros no mesmo período, queda de 30%.
Segundo a SSP, o resultado está associado ao acompanhamento contínuo das estatísticas criminais e à análise dos boletins de ocorrência, que orientam o planejamento das ações das polícias Civil e Militar. O programa SP Vida atua a partir do cruzamento de informações como local, horário e dinâmica dos crimes, permitindo a identificação de áreas com maior incidência e a definição de estratégias específicas por região.
Além da análise estatística, o programa realiza a validação técnica das ocorrências, com o objetivo de garantir maior precisão nos registros e subsidiar políticas públicas baseadas em dados. O monitoramento permanente dos indicadores possibilita ajustes operacionais e reforça a atuação integrada das forças de segurança no interior do estado.
Em 2025, o interior paulista também registrou aumento de 8,4% no número de prisões, encerrando o ano com mais de 140 mil infratores presos ou apreendidos. No mesmo período, 8.458 armas de fogo ilegais foram retiradas de circulação.
As forças de segurança recuperaram ainda 19.161 veículos roubados ou furtados. As apreensões de drogas somaram 143 toneladas, volume 2,6% superior ao registrado em 2024.
De acordo com a SSP, o programa Muralha Paulista contribuiu para o aumento das prisões no interior. A iniciativa amplia o monitoramento inteligente de veículos por meio da integração de câmeras, bases de dados e sistemas de análise, permitindo respostas mais rápidas, recuperação de veículos e identificação de suspeitos.
Atualmente, o Muralha Paulista opera com cerca de 94 mil câmeras interligadas, cobrindo aproximadamente 90% da população do estado. O sistema integra equipamentos de órgãos públicos e privados, com leitores de placas, tecnologia de reconhecimento facial e monitoramento em tempo real.