01 de fevereiro de 2026
MERCADO DE TRABALHO

Paschoalotto incorpora inclusão etária à nova estratégia de RH

da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
CEO da Paschoalotto, Eric Garmes

A Paschoalotto, gigante de serviços financeiros do Interior paulista, que atualmente emprega cerca de 16 mil funcionários, passou a tratar a inclusão etária como um vetor estratégico de negócio e de gestão de pessoas, incorporando a contratação e a valorização de profissionais com mais de 50 anos à sua política permanente de Recursos Humanos.

O movimento responde ao envelhecimento acelerado da população brasileira e à reconfiguração do mercado de trabalho, marcada pela escassez de mão de obra qualificada, pela alta rotatividade e pela necessidade de relações mais estáveis em setores intensivos em relacionamento humano.

Projeções do IBGE indicam que o contingente de brasileiros com 60 anos ou mais deve dobrar até 2040, enquanto a taxa de natalidade segue em queda. Em paralelo, estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Sebrae apontam que a chamada economia prateada - formada por consumidores e trabalhadores acima dos 50 anos - já movimenta trilhões de reais no país e tende a assumir papel central na dinâmica econômica nas próximas décadas.

Diante desse cenário, a Paschoalotto estruturou um programa específico para profissionais 50 , que contempla vagas direcionadas, integração às equipes, estímulo ao convívio multigeracional e ações de desenvolvimento contínuo. A iniciativa reflete um reposicionamento claro da companhia: a gestão de pessoas deixa de ser apenas operacional e passa a ser um instrumento de sustentabilidade, eficiência e qualidade do atendimento.

Segundo a empresa, a presença de profissionais mais experientes contribui para reduzir riscos operacionais associados à alta rotatividade e fortalece competências essenciais em atividades que exigem escuta ativa, clareza de comunicação, empatia e tomada de decisão responsável - atributos críticos em jornadas de crédito, cobrança e renegociação.

O movimento também dialoga diretamente com o perfil do público atendido pela companhia. Em um setor onde confiança, previsibilidade e segurança são determinantes para relações de longo prazo, a diversidade geracional passa a ser entendida como um diferencial competitivo. A experiência deixa de ser apenas um atributo individual e passa a compor a proposta de valor da empresa para clientes e parceiros.

Para o CEO da Paschoalotto, Eric Garmes, a incorporação do público 50 representa uma evolução no próprio conceito de centralidade no cliente. "Durante muito tempo, centralidade foi associada quase exclusivamente à tecnologia, automação e velocidade. Para a geração 50 , centralidade significa previsibilidade, clareza e respeito. Não se trata de reduzir o uso da tecnologia, mas de utilizá-la para apoiar relações humanas mais consistentes, confiáveis e responsáveis", afirma.

A estratégia está alinhada a diretrizes globais como a Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030), da ONU, que recomenda a criação de ambientes de trabalho inclusivos para profissionais mais velhos, com impactos positivos sobre produtividade, sustentabilidade dos sistemas de proteção social e coesão econômica.

Atualmente, os profissionais com mais de 50 anos já representam cerca de 5% do quadro funcional da Paschoalotto. A companhia avalia que a ampliação desse grupo contribui para maior equilíbrio geracional, menor volatilidade das equipes e fortalecimento da cultura organizacional.

Ao incorporar a inclusão etária como política permanente de RH, a Paschoalotto sinaliza ao mercado que valorizar a experiência deixou de ser apenas uma pauta social e passou a integrar a agenda estratégica de organizações que desejam crescer de forma sustentável em um país em rápida transição demográfica.